No meu tempo...

O guri pergunta pro pai:

-Pai, tu apanhava quando era pequeno?
-Sim.

Aí o guri pergunta pra vó:

-Vó, porque tu batia no pai quando ele era pequeno?
-Porque ele merecia. Era muito arteiro. Se a gente não endireita o piá em casa, a brigada endireita ele na rua. E pai e mãe amam. Cuidam pra não machucar. brigadiano não quer saber, desce o porrete!

De volta ao pai:

-Pai!
-Que foi...
-Eu sou arteiro?
-Um pouco. Às vezes muito.
-E porque tu não me bate?
-Porque eu posso ir preso.
-Como assim pai?
-Pais que batem nos filhos hoje podem ir presos.
-Não entendi nada.
-Como não, filhote?
-É que a vó te bateu pra tu não ir preso e agora tu não me bate pra tu continuar não indo preso?
-Um dia tu vai entender, filho. Agora vai brincar vai...

Mas ele volta pra vó:

-Vó!
-Fala querido!
-O pai disse que se ele me bater que nem tu batia nele ele vai preso!
-Os tempos mudaram meu filho. As pessoas que escrevem as regras que temos que obedecer acham que hoje é melhor assim. No meu tempo era diferente...
-Diferente como vó?
-Vai ficar tarde filhote, teu tempo de brincar é agora, daqui a pouco quando tu entrar a vó te explica.

O guri se afasta, e a vó murmura consigo mesma:

-Um dia meu filho, tu vai entender. Vai perceber que no meu tempo os pais educavam os filhos pra que não houvessem delinquentes. E esses, quando havia, iam pra cadeia. Hoje, os pais de família irão pra cadeia por causa de uma palmada. Porque os delinquentes ladrões e salafrários que deveriam estar na cadeia, estão escrevendo leis.

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Juliano G. Leal - MRM/MARP

E se...


Olá. Eu quero jogar um jogo com vocês. Vocês foram trazidos até aqui por praticarem o mesmo mal. Agora, vou colocar diante de vocês algumas opções. Nenhuma delas é fácil de se escolher. Todas elas vão exigir de vocês habilidades que até agora vocês demonstraram não possuir.

Todos os dias, milhares de inocentes acreditam nos discursos que vocês vomitam do alto dos seus púlpitos. E sustentam as regalias e luxos de vocês com um dinheiro que quase morrem para receber. As bocas das crianças da periferia deixa de ser cheia para que os bolsos de vocês se farte.

A justiça e a restituição vão começar.

Diante de vocês estão três caixas. E vocês são, como podem ver, três pregadores. Como o que vocês mais fazem é pregar, por dedução, acredito que saibam usar martelo e pregos.

Eles estão espalhados pela sala. Em cada caixa existe madeira suficiente para que sejam feitas três cruzes. E acho que como se usa uma cruz eu não preciso explicar.

Uma vez vazias, as caixas podem ser vistas como um caixão. E serem usadas como tal.

Por fim, todas as caixas estão sobre superfícies modulares hidráulicas que funcionam como balanças. Para cada pedaço de madeira que vocês tirarem da caixa, um prego será disparado contra vocês em áreas não letais do corpo e um hacker estornará R$ 100 em dinheiro das contas das igrejas de vocês e depositará na conta de uma entidade humanitária de verdade.

Para que os pregos e os estornos parem, dois de vocês precisam aceitar morrer pelo terceiro, e o terceiro precisa matar os dois. Ou os três precisam equilibrar o peso das caixas de forma que voltem ao lugar em que estavam quando carregadas.

A quantidade de madeira nas caixas pesa o mesmo que o material fora das caixas.

Finalmente, aquele que amar a sua vida, vai perdê-la. O que escolher perdê-la, pode ser que a encontre.

Bom jogo!
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Se alguém se ofendeu, achou cruel ou maligno demais, desculpe, é apenas um conto que pergunta:  E se um doido decidisse fazer isso?
Os doidos existem e seria melhor mudar de atitude antes que eles apareçam.
Isso é apenas um conto. Existem ideias muito piores e muito mais macabras que essas aí, no cinema e nos livros, inclusive na própria série que satirizei no post.

Só um conto.

Juliano G. Leal - MRM/MARP

E então, me coloquei no lugar dele, para tentar entender sua dor.

Tudo começou quando eu li Mateus 7.

Me quebrantou como nunca havia acontecido. De repente, devido ao momento em que me encontrava, aquele texto soou completamente diferente. Escandalize-se. Mas em 18 anos de convertido foi a primeira vez que ele foi real. Não que antes disso fosse falso ou não verdadeiro. Sempre cri que era verdadeiro, mas não era aplicável, não era algo que eu pudesse aplicar de forma plena na minha realidade. Talvez tu te perguntes como isso é possível. Na verdade é bem comum pra quem nasce numa igreja. Mesmo depois de uma experiência individual, de uma escolha consciente, de começar a tomar as próprias decisões, a convivência dentro de um ambiente que te protege do mundo te mantém morno, confortável e te leva a apatia. Tu te tornas um crente no piloto automático.

E isso faz com que tua visão e aplicação das escrituras se torne cada vez mais afunilada, desprovida de uma experiência autêntica que comprove, autentique essa fé e esse mover edificador que ela deveria produzir. Os frutos não aparecem, ou se aparecem são minguados e sempre os mesmos. Não existe beleza. Não existe abundância. Não existe variedade. Não existe um fruto digno, apenas o mínimo.

Acontece que esse fruto não alimenta o faminto. E a árvore em pouco tempo tem uma aparência de que vive, mas está morta. Na última florada, os frutos nem sequer aparecem. A árvore simplesmente definha.

Nesse estado de definhamento, os questionamentos que aparecem são um último grito do que existe de bom dentro de nós fazendo um esforço tremendo na direção da vida. Da sobrevivência. A esperança.

E a fé produz perseverança; a perseverança experiência; e a experiência, esperança, já nos dizia Paulo. E produz mesmo. E o amor é derramado em nosso coração pelo Espírito da Santidade. Recomeça em nós um circulo virtuoso. Começamos a ser curados da nossa incredulidade. Somos aquecidos, e ao sentirmos o toque do Senhor, percebemos o quanto estávamos aquém daquilo que Ele desejava para nós. E que achávamos que já estava bom.

Então, percebi o quanto julgava as pessoas, mas cria piamente que não, pois meu conceito de juízo estava totalmente deturpado. Achava eu que não julgar era simplesmente não definir sentença sobre algo ou alguém. Mas o que Jesus disse era muito mais amplo. Ele não tinha dito "vocês não devem julgar", mas sim "não julguem!" Depois, explica os motivos, e o primeiro é nossa própria segurança! Porque seremos medidos e jugados na mesma proporção! Ou seja, quanto mais cruel, mais mesquinho, mais perverso, mais odioso, mais rancoroso, estúpido, inconsequente, arrogante, presunçoso, malicioso, seco e maligno for meu juízo, a contrapartida será idêntica. Simples assim.

E apesar de muita gente discorrer sobre as traves e os ciscos, muitas vezes colocando traves no olho alheio pra se safarem das críticas, e também, a questão das pérolas aos porcos, comumente usado para ser arrogante com o próximo, o que me impactou foi a parte dos pais e filhos. Isso porque imediatamente após o parágrafo que fala dos pais e dos filhos, Ele fala dos falsos profetas. E olhando o contexto, os falsos profetas tem as atitudes exatamente ao contrário das recomendadas aos pais!
Considerando o conceito de discípulo como "filho na fé", percebemos que Jesus coloca nosso semelhante como um membro da família, seja ele convertido ou não!

Eu não trato minhas irmãs de maneira rude. Eu amo elas! E meus filhos, nem se fala! E é exatamente isso que o Senhor afirma: "Se vocês que são maus sabem dar coisas boas aos filhos de vocês, quanto mais o Senhor, o Pai de vocês!"

E logo após, grudado nisso, Ele arremata: "Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas".

Acontece que Ele também afirma que amar o próximo como a si mesmo é igualmente a Lei e os Profetas. Ora, a lógica matemática aplicada aqui diria então que as duas coisas são iguais! Se A=100 e B=100, logo A=B!

E é mesmo. Pois se amo ao meu próximo como a mim mesmo, não prejudicarei o meu próximo porque não faria isso a mim! Logo, aquilo que farei pra ele é apenas o que eu mesmo gostaria de receber. Parece tão simples de entender, né? Não pra quem nunca viu isso na prática. As igrejas tem normas de conduta. Não decidimos o que vamos fazer com base nessas regras simples. Agimos de acordo com a interpretação que algum phd fez dessas regras simples, e obedecemos regulamentos. Temos guias inteiros e manuais imensos de "como". E por causa dos "como" escritos e selados pelas autoridades, normalmente sacrificamos os "por quê", os "quê" e os "pra quê".

O resultado catastrófico é que o "como" nos leva ao fazer viciante. Já que sabemos "como", temos a obrigação de agir logo. Não podemos perder tempo sabendo o por quê, temos que fazer e pronto. Pra quê também não importa, temos um trabalho a fazer. E o quê estão fazendo? Não interessa, o que importa é que será feito! E assim a vida vai ficando amarga.

Viramos robôs na linha de montagem. Não temos mais nenhum raciocínio, apenas repetimos os mesmos movimentos estúpidos que uma doutrina nos programou pra fazer. E então imaginei o que Jesus sentiria se nos visse nesse estado robótico.

"Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela.
Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram".

Largo é fácil. É só fazer. É só ir. Não requer prática nem habilidade. Uma vez encontrado o caminho, deslancha (ou seria desanda), só vai. Não se exige mais nada, exceto a mesmice, a progressão contínua e desvairada da repetição incansável das mesmas atitudes. Eternamente, de forma senil e inconsequente. Cai a chuva, ele vai com a chuva, transbordam os rios, lá se foi novamente. Vem o vento, se torna a própria pandorga, livre, leve e solta.

Estreito exige perícia. Mais do que isso, atenção. Vigilância. Discernimento. Treino. Sabedoria. Conhecimento. Astúcia. Coragem. Fé. Prudência. Ânimo. Paciência.

Quando digo que sou técnico em informática, as pessoas costumam achar que eu fico sentado mexendo em computadores ou no máximo parado numa bancada consertando eles por dentro. Mesmo na bancada, não podemos pegar as peças de qualquer jeito, temos que cuidar a tensão das tomadas pra não queimar peças, temos que eliminar a estática do ambiente, temos que saber minúcias do sistema para poder resolver problemas de programas instalados ou por instalar, saber como combater os vírus.
E as redes? Essa é boa. Passar cabos por porões, forros, paredões de prédios, tubulações apertadas, às vezes entupidas, configurar servidores, configurar impressoras, fazer diferentes sistemas operacionais se entenderem. Configurar roteadores. Saber outro idioma, pois muito do nosso material não existe na nossa língua. E ouvir das pessoas que o nosso serviço é muito "barbadinha".

Isso ocorre pelo simples motivo das pessoas julgarem errado. Vendo de fora, se baseando no que me viram fazer uma ou duas vezes. Por essa razão, acreditam que todo o trabalho é daquele jeito, que sempre se faz do mesmo jeito! Percebem?

E nesse nosso erro de interpretação, dizemos frases do tipo: "Era só isso? Tão rápido! Mas tu nem fez nada, só teclou umas coisinhas e uns cliquezinhos e deu. Acho que nem vou pagar..."
Minha resposta sempre foi: "Bom, então desfaço os cliquezinhos e toquezinhos e deixo como estava, e a senhora mesmo resolve, se é tão simplezinho."

Afirmações robóticas. E minha resposta provocava vergonha imediata. Pois fazia sair do vicio e questionar: "Porquê?" e "Porque não?"
Era o que as respostas de Jesus faziam comigo.
E então, me coloquei no lugar dele, para tentar entender sua dor.
A dor de ver seus amados filhos robotizados pelo pecado. Fazendo tudo por fazer.

Mas o que Ele fez por mim?

Ele fez por mim o que Ele gostaria que eu fizesse por Ele.

Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de tristeza e familiarizado com o sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima.

Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido.

Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. 

Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós.

Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca.

Com julgamento opressivo ele foi levado. E quem pode falar dos seus descendentes? Pois ele foi eliminado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo ele foi golpeado.

Foi-lhe dado um túmulo com os ímpios, e com os ricos em sua morte, embora não tivesse cometido qualquer violência nem houvesse qualquer mentira em sua boca.

E depois de tudo isso, Ele pede que façamos o mesmo pelo nosso semelhante. Já parou pra pensar que antes de Ele fazer isso não havia nenhum salvo? Que quando Ele fez, como diz ali em cima por todos nós, desviados em seus próprios caminhos. Ninguém merecia. Mas Ele não julgou como deveria, dando aquilo que merecíamos. Ele escolheu o amor e a misericórdia e nos deu o quê não merecíamos: a Salvação. De graça.

E hoje? Tu julgas teu semelhante, diminuindo as habilidades dele, diminuindo o esforço dele, colocando defeito no que ele faz ou é para que tu não sejas tão ruim? Para poderes sair por cima? Para te safar de assumir tuas responsabilidades? Teu status de perdido? Tua condição de pecador?

Jesus não precisava fazer isso. Mas Ele escolheu fazer por ti.

E tu, estás disposto a fazê-lo pelo teu semelhante. Pelo descrente? Pelo teu inimigo?

Quando tua resposta a essas perguntas for sim, poderás dizer que és livre.

Até lá, és escravo de teu egoísmo e não tens ideia do que Jesus suportou por ti naquela cruz.

Mas descobrir, só depende de ti. Basta que dê um passo em amor, na direção do teu semelhante.

E faça por ele o que tu gostaria que fizessem por ti.

Ou melhor, o que Ele já fez e consumou.



Juliano G. Leal - MRM/MARP

Festival Promessas


Quem ligou desavisado a televisão hoje achando que ia dar de cara com a manjada programação de mau gosto dos domingos, teve uma grata surpresa. Um louvorzão à moda antiga em plena Globo. Sim, era assim meus amigos. Nos anos 80 e 90, fazíamos um evento em que bandas de várias igrejas se revezavam no altar e no fim, na grande maioria deles, todos se juntavam para um gran finale. O tempo era bem controlado, não tinham pregações, e se tinham não podiam ser longas (no máximo 15 minutos e com teor evangelístico) porque o objetivo do louvorzão era festejar os valores da nossa fé e adorar o Senhor com música. Muita música.

Apesar das críticas e pré-julgamentos de Grinches recalcados, acredito que o Festival seja uma coisa boa. Isso se os interessados em pregar o verdadeiro evangelho souberem aproveitar a oportunidade e a onda para o lado bom, pois infelizmente já sabemos que pro lado ruim sempre aproveitam...

Muita gente que está criticando não tem o mínimo bom gosto. Nem de ética entendem, não sabem o sabor do respeito e a noção de paz deles é distorcida, quase nula.
Percebo na maioria das críticas uma carga gigantesca de ciúme, inveja e arrogância. Em outras palavras, "se eu não posso fazer, vou criticar, avacalhar", ou ainda, "se não consigo construir, vou destruir, se não for eu, não será mais ninguém."

Francamente, vamos crescer!

Suponhamos que os "astros da música gospel" sejam os vendidões que os grinches apregoam. Se os vendidões aproveitam a liberdade que tem, não era de os grinches "donos da verdade" aproveitarem para "pregar a palavra" também? Mas não, eles pregam destruindo os outros. Já fiz severas críticas aqui. Mas uma coisa é você confrontar a "moral de cuecas", de pessoas que pregam uma coisa e fazem o exato oposto. Outra coisa é ser Grinch e só criticar por ser diferente e muitas vezes (quase sempre) sem motivo real exceto a opinião pessoal. Nem base bíblica sustentável tem. Apenas textos descontextualizados e individualmente interpretados sem a ressalva da impressão subjetiva. Isso é manipulação pura, cafajestagem literária!

Mas vamos voltar pro festival em si. Ver Pregador Luo em rede nacional é muito bom! Sabemos que mesmo na igreja o viés musical/cultural dele ainda é muito proscrito. Assim como o pop-rock do Fernandinho é apenas engolido/tolerado em muitas igrejas se restringindo ao público mais jovem. Mesmo sabendo que o público do Promessas seja a ala mais progressista da igreja, creio que algo muito bom ocorreu hoje:

O estereótipo que pinta a pessoa ligada ao Gospel como aquela criatura estranha que usa terno cáqui de 2ª ou uma saiona com um cabelão e não para de falar larabachuias, e usa Bíblia como desodorante, levou um belo golpe hoje. Em tempo, não tenho nada contra aqueles que gostam de ser assim, mas EU não quero ser visto desse jeito! Pelo simples motivo de já ter provas testemunhais substanciais e suficientes para afirmar que esse look dificulta o evangelismo e afasta as pessoas do Senhor. Mas isso dentro do público no qual meu ministério atua. Os outros são os outros e cada um sabe de si.

Ver o helicóptero da Globo obedecendo a Ana Paula também foi divertido. Mas ver pessoas não famosas, iguais a mim, proclamando João 3:16 à plenos pulmões foi maravilhoso.

Na boa, creio que nessa hora o Senhor sorriu!

Fazer um junta-tudo com um clássico do Asaph não teve "preço". Foi fantástico (#globofeelings, hehehe). Foi um reconhecimento subjetivo a um precursor, a um ministro que abriu caminho. Um verdadeiro apóstolo da adoração no Brasil. Quem sentiu isso também dá um glória, hehe.

Acredito que o balanço do Festival Promessas terá boas consequências. Mas reafirmo, que muitas delas dependem de nós e como vamos usar pra voar as asas da liberdade quando elas se abrem sobre nós.

Seremos sal, ou seremos insípidos?


Os meios que Ele usa ainda são mistérios para nós. Não perca a viagem. Descubra o que Ele está fazendo e faça com Ele. Mas com Ele, saca?

Um bom domingo a todos, e permaneçam firmes nas promessas, hehehe...

Juliano G. Leal - MRM/MARP


Grinch - Ele existe e tem um perto de você!

Dezembro chegou. O feriado do dia 25 se aproxima. Junto com ele uma figura folclórica reaparece: O Grinch.
Para quem não conhece ou nunca viu nem o filme com Jim Carrey sobre esta criatura, o Grinch é um personagem criado por Dr. Seuss num livro de 1957 chamado "Como o Grinch roubou o Natal"(tradução literal), cuja estória narra a aventura do verdinho mau humorado tentando destruir o Natal. O livro termina com o Grinch praticamente se convertendo e tem um enorme fundo moral.

Acontece, que o personagem de Seuss não é um mero bicho feio ou lenda urbana. Ele existe! E com o advento das redes sociais ele não está mais sozinho. Casou, teve filhos e seus gens estão se proliferando como uma praga no mundo 2.0.

Os Grinches de hoje nem sempre são verdes. Ultimamente eles tem mudado de cor cada vez mais. Mas apesar de a aparência os camuflar entre as pessoas comuns, basta que um deles comece a falar para descobrirmos que se trata de um. Aquilo que enche o coração dos Grinches transborda: ódio, rancor, tristeza, presunção, arrogância, malícia e todo o tipo de sentimento ligado a esses. Uma verdadeira lástima. Se eles guardassem isso para si, seria triste mas pelo menos restringiria essa lama a uma pequena poça. Mas infelizmente isso não é o que eles querem, pois precisam contaminar o mundo com sua doença.

Os grinches tem aparecido em vários feriados, mas o preferido deles é sem dúvida o Natal. E eles fazem uma maldade proposital. Eles sabem que muitas pessoas ficam sensíveis nessa época, mais emotivas, com saudade da família e/ou amigos. E é justamente quando estão assim que as pessoas se magoam mais.

Você ainda não consegue identificá-los? Vou explicar mais algumas coisas e depois não só mostrar quem eles são, mas também como eles agem e porque fazem isso. E o melhor, como combatê-los!

Natal não é a única celebração religiosa desse mês. Também acontece o Hannukah, comemorado pelos Judeus e o Yule, comemorado pelos Pagãos (Wiccanos, por exemplo). E ainda existem os que comemoram a Festa do Papai Noel, totalmente desprovidos de qualquer conotação religiosa. E aqui voltamos ao Grinch. As vítimas preferidas dele são os religiosos, mas eventualmente qualquer pessoa que pense diferente deles acaba sendo sua vítima.

Agora vamos às características dos Grinches 2.0:

  • Sempre ou quase sempre são religiosos fanáticos, ligados a alguma seita reformadora do universo, que tentam com todas as forças provar que tem uma verdade melhor que a Verdade, e se consideram absolutos.
  • Não sabem criticar, só xingam, rotulam, debocham e diminuem o que é diferente.
  • Não argumentam no debate, apenas refutam a opinião alheia com base nos conceitos exclusivos do seu próprio mundo.
  • Vivem numa realidade à parte onde só os Grinches são permitidos.
  • São camaleões. Quando confrontados dissimulam, disfarçam, trocam o discurso, mas não é com o objetivo de desenvolver uma amizade ou assumir uma falha, é só pretexto para encerrar o assunto e sair por cima com aparência de humilde.
  • Quando você conversa com um deles sem compartilhar da contaminação, eles te deprimem, te magoam ou te irritam em poucos segundos.
Alguns exemplos de Grinches estão se proliferando principalmente no Facebook e no Twitter. As publicações deles vem carregadas de discriminação e incitação ao ódio. Esses dias, vi um comentário de um deles no Facebook que dizia: "O Natal é uma Abominação." Creio que para um comemorador do Natal isso vai doer nos ouvidos. Vai ofender. Vai causar contenda. Vai provocar uma reação em cadeia que a História nos mostra onde vai dar. Soldados entraram em guerra porque poderosos entraram em conflitos...

Aí, esses cavaleiros da verdade absoluta, engrossam as estatísticas e argumentos dos Ateístas de que a religião é o maior motivo por trás de todas as guerras e consequentemente, por trás da maior parte das mazelas da humanidade. E eles juram de pés juntos que o objetivo deles é "edificar vidas". Sério?

Seguem-se comentários pejorativos, argumentos que criticam a religião dos outros, uma verdadeira vergonha. Se ficasse no bate-boca religioso, a eterna queda de braço atrás da verdade, até que não seria novidade. Mas quando se trata de um Grinch, ah amiguinhos, a discriminação rola solta. O senso de limites deles é nulo. Eles falam o que querem e exigem respeito, mas não toleram réplicas. Um Grinch chamou o Mitraísmo de aberração no Facebook, e apesar de eu não conhecer ninguém que pratique isso assumidamente (porque tem muita gente que pratica sem saber, mas já é outra história), seguindo o raciocínio de Jesus em Mateus 7:12, seria natural esperar que o mitraísta me xingasse de aberração também. Eu ficaria feliz com isso? Agradeceria sorrindo? Certamente que não.

Falta nos Grinches uma coisa que é tópico fixo por aqui: ÉTICA. Um dos nomes dela é respeito. Mas o conceito de ética é basicamente o que está no versículo acima. É um equilíbrio no comportamento visando o bem estar em sociedade. Muitas vezes aqui mesmo no BRP fiz duras críticas a sistemas doutrinários e instituições, a líderes e igrejas, movimentos e práticas sociopolíticas. Entretanto, todas as vezes deixei claro que era minha opinião, baseada na minha visão e interpretação da Bíblia (o que os Grinches fazem muito) mas sempre deixei claro que ninguém é obrigado a fazer isso.

Depois, o fato de me expressar dessa forma num blog, é diferente de expressar isso numa rede social. Ou seja, eu posso expressar minha opinião, por pior que seja, no meu próprio ambiente. Seja ele real (casa, igreja, trabalho) ou virtual (blog, rede social, site). Contudo, não posso invadir a privacidade do outro. Se um conteúdo publicado me ofende, eu posso fazer várias coisas. Posso simplesmente me afastar, posso denunciar se for algo publicamente reconhecido como ofensivo, posso falar com quem colocou, mas sem ser agressivo ou ofensivo, e se escolher ser, preciso estar ciente dos resultados e arcar com eles de bom grado.

Quando critiquei o Edir Macedo, quando comparei líderes evangélicos com comensais da morte e etc, não estava denegrindo eles. Na verdade, estava levantando um questionamento contra a hipocrisia dessas pessoas, pois estavam exatamente iguais àquilo que combatem, logo deveriam investir mais tempo em se reavaliar do que em criticar essa ou aquela religião. Lembra da frase de Jesus sobre ciscos e traves? Eu estava provocando uma questão contra pessoas que CREEM NA MESMA COISA QUE EU, ou pelo menos afirmam isso.

Os grinches 2.0, criticam os outros credos com base no deles e na interpretação que eles tem da escritura. Isso é quase crime de discriminação religiosa!

Pra ver até aonde vai o ridículo, algumas pessoas estão em franca campanha contra o natal porque é pagão. E aí, alguns grupos que nem se consideram cristãos ficam criticando as pessoas que se consideram cristãs e as reprovando, xingando e acusando. Eles nem fazem parte daquele grupo, não tem nenhum compromisso com ele e provocam. Testemunhas de Jeová não comemoram o Natal, então eles estão certos? Para o grinch, não. Nem os budistas, nem os muçulmanos. Mas ué, o errado não era o Natal? Pela lógica todos esses estão livres da abominação do Natal, mas infelizmente, o grinch não é nada lógico. Nem ético.

Eu não comemoro o Natal. Comemoro o Nascimento de Jesus na Festa dos Tabernáculos, mas isso não me dá o direito de encher o saco de quem comemora o Natal!!! Se uma pessoa quiser as informações que eu tenho, quiser saber meus motivos, etc, ela pode conversar comigo numa boa, sem pejorativos, pode ler o BRP, e melhor de tudo pode se tornar um amigo(a).

No meu status no Facebook, publico opiniões e informações, se ofende quem quer. Mas eu não vou no perfil alheio xingar o cara, da mesma maneira que em casa eu tenho o que eu escolho, e não invado a casa dos outros mudando tudo de lugar!!!

Não existe nenhum erro em estar posicionado quanto ao quê se crê. Não existe nenhum erro também em parabenizar alguém por seu posicionamento. Os extremistas existem em todas as crenças e tudo que obtém é violência, discórdia, ofensa e polêmica.

Meu conselho para afastar os grinches é que você aplique Mateus 7:12 neles. Faça o que você gostaria que fizessem com você. Se não adiantar, vá orar a respeito. Algumas pessoas nasceram para trollar nas redes sociais, e de tanto fazer isso os grinches acabam encontrando um troll cedo ou tarde. Talvez sentindo na pele algo mude. Ou não.

Mas a todos vocês que leem o BRP e querem aproveitar as festas de fim de ano com a família, eu desejo os mais sinceros votos de paz, alegria, amor e respeito.
Ame incondicionalmente, perdoe, abrace, sorria, namore, voe, mergulhe, coma bem, leia livros bons, ouça música, vá ao cinema, leia a Bíblia, ore, medite, beije muito, viaje, faça sexo, cozinhe, plante uma árvore, cuide de um bichinho, visite um asilo, doe um agasalho, pare na faixa, obedeça as leis, cuide da natureza, cuide de você.

Ame o seu semelhante como você se ama! Viva sua vida sendo alguém que acrescenta vida ao mundo e traz virtude ao seu próximo.

Viva com liberdade. Aja com ética.

Que o Senhor abençoe a todos e que as festas sejam boas! Pois Ele ama a todos. Até os grinches.

Uma grande festa se esconde num abraço cheio de amor e respeito.

Sintan-se abraçados.

Juliano G. Leal - MRM/MARP


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