Gente Podre



Já chamei eles de filhos da p#%@. Já afirmei biblicamente que eram imorais. Denunciei sua voracidade lupina e canibal. Chamei eles de Comensais da Morte, de Haman, de neonazis. E cheguei a uma brilhante conclusão.


Era pouco.

As palavras do Messias em Mateus 23 me sobrevieram com uma nova melodia. Leia:

"Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês devem praticar estas coisas, sem omitir aquelas.

Guias cegos! Vocês coam um mosquito e engolem um camelo.

"Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês limpam o exterior do copo e do prato, mas por dentro eles estão cheios de ganância e cobiça.

Fariseu cego! Limpe primeiro o interior do copo e do prato, para que o exterior também fique limpo.

"Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície.

Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade.

"Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês edificam os túmulos dos profetas e adornam os monumentos dos justos.

E dizem: ‘Se tivéssemos vivido no tempo dos nossos antepassados, não teríamos tomado parte com eles no derramamento do sangue dos profetas’.

Assim, vocês testemunham contra si mesmos que são descendentes dos que assassinaram os profetas.

Acabem, pois, de encher a medida do pecado dos seus antepassados!

"Serpentes! Raça de víboras! Como vocês escaparão da condenação ao inferno?

Por isso, eu lhes estou enviando profetas, sábios e mestres. A uns vocês matarão e crucificarão; a outros açoitarão nas sinagogas de vocês e perseguirão de cidade em cidade.

E, assim, sobre vocês recairá todo o sangue justo derramado na terra, desde o sangue do justo Abel, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem vocês assassinaram entre o santuário e o altar.

Eu lhes asseguro que tudo isso sobrevirá a esta geração.

"Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram.

Eis que a casa de vocês ficará deserta.

Pois eu lhes digo que vocês não me verão desde agora, até que digam: ‘Bendito é o que vem em nome do Senhor’".

Essa marretada que Jesus dá sem dó no meio da testa deles, racha a caixa e faz toda a podridão deles vazar. Sim, era isso que estava escondido. Podridão, e hoje não é diferente.
Quando vemos pessoas que não se importam com nada além de dinheiro, que enriquecem de forma absurda e sem prestar contas de nada à ninguém, acreditando e pregando que isso é normal; não é possível que ninguém se indigne com isso.
Chegamos num ponto sem retorno, onde as igrejas e o poder público estão mergulhadas em um igual nível de corrupção: o pior. O mais baixo. O que temos hoje é o reflexo da podridão de dentro dessas pessoas que apodrece nossas instituições.

Onde está o espírito de luta que motivou as Diretas, o Fora Collor e tantas outras manifestações que levaram o povo às ruas?
Os verdadeiros Cristãos e pessoas de bem precisam se mobilizar e começar um movimento como a primavera árabe. Não por nossa liberdade religiosa estar em risco com um suposto PL122, mas por nossa integridade estar sendo afrontada por lama e sujeira.
Temos dois grupos extremamente poderosos lutando pela posse do poder no país. Religiosos corruptos e ladrões de um lado e políticos salafrários do outro.
Talvez até estejam todos juntos, apenas entorpecendo a nação com a mesma droga, apenas usando diferentes rótulos.

Temos que dar um basta nisso. As  redes sociais estão aí pra isso. Se dispararmos um movimento realmente comprometido em fazer cair esse sistema podre, ele vai cair. E diferente dos outros lugares do mundo, nós temos pessoas excelentes para por no lugar dessa camarilha e que ainda não conseguiram chegar lá porque as potestades dominantes não largam o osso.
E os segmentos pacifistas do Cristianismo ficam espiritualizando e dizendo que temos que orar, que a luta não é contra carne e sangue, e blá, blá, blá, sendo isso uma desculpa pra não fazer nada.
Chega uma hora que precisamos agir. Usar os mecanismos que temos à mão. Fé sem ação e excesso de moderação das igrejas que se acham corretas, nos presenteou essa doutrina de merda vomitada nos púlpitos por Edir Macedo, Valdomiro Santiago, Romildo Ribeiro Soares e tantos outros, e protegida na forma da lei, feita por políticos provavelmente financiados por eles!

Eu estava no Fora Collor. Foi uma revolução pacífica que deu resultado. Collor caiu. Mas lembro de os pastores na época ficarem divididos sobre apoiar ou não o movimento. Mas hoje percebo, que os que ficaram contra ou neutros, não assumiram essa postura por ideologia e sim por medo de retaliação política!

Mas quem lutou, não se arrependeu da luta. Infelizmente, muitos líderes juvenis e religiosos daquela época, são os corruptos de hoje! Cuspindo no prato, se fartam da carne do rebanho que prometeram salvar.
Gente podre.

E você, o quê você faz com o que está podre? Guarda numa caixinha? Cuida? Trata? Presenteia?

Faça alguma coisa.

Juliano G. Leal - MRM/MARP

Haman, uma ideia universal

Purim. Ester. Assuero. Haman.

Sempre voltamos a falar deles nessa época.

Mas esse ano, quero observar alguns elementos da história que parecem ter pulado da Escritura direto para os nossos dias.

Lendo a história, vemos em Haman um cara sanguinário movido pela vingança. Pela 1ª vez na vida eu tive coragem de me colocar no lugar do Haman. Sim, a minha motivação é a mesma de sempre, o contraponto, o outro lado.

Me pergunto se nós na posição dele também não estaríamos procurando o extermínio judeu. Será que seríamos diferentes dele? Será que não seríamos agentes do genocídio, caso uma mente habilidosa nos convencesse de que isso é o correto a ser feito?

Uma história, uma época, uma cultura e muitos conceitos e ideias distorcidos espalhados nela, formaram o caráter de um homem que cria sinceramente estar fazendo a coisa certa. E sua consciência era guiada pelos princípios religiosos e extremistas que seguia. Assim como Hitler e tantos outros exterminadores de gente.

Hoje, existem grupos religiosos que estão trabalhando de uma forma que voluntária ou involuntariamente está gerando Hamans. Aos poucos, milhares de pessoas estão se tornando genocidas, muitas vezes sem perceber.

Antes de você achar que eu vou falar dos islâmicos, deixe eu decepcionar você. Não vou.

Vou falar dos evangélicos neopentecostais. E dos Hamans que estão pregando o extermínio dos pobres, como se isso fosse uma praga terrível. Aos poucos, a doutrina tem sido tão bem tecida, a manipulação tem um bordado tão atraente, e o sistema de comunicação dessa "verdade" tem uma trama tão bem amarrada, que os próprios pobres estão sendo as lagartas que tecem a seda da sua própria morte e destruição.

Não sou, e vocês sabem disso, um apologista da pobreza. Pelo contrário, acredito que o Reino é um lugar de prosperidade, mas que ela não escapa da ética. Não estou dizendo que esses Hamans pregam o fim da pobreza, pois isso é bíblico, mas o que é bíblico ali é raro.

Estou dizendo que eles querem exterminar os pobres. Isso não é acabar com a pobreza, é diminuir a população para que os ricos sejam mais ricos. E assim como Haman fez com os judeus na Pérsia, agindo para tirar de um povo exilado o pouco de liberdade que lhes restava para por fim, lhes tomando tudo, tomar também a vida, os de hoje estão tomando dos pobres seus poucos recursos de sobrevivência, que somados, formam um estrado largo, uma rede preguiçosa confortável, onde os bispos deste sistema podem se deleitar e relaxar, enquanto os miseráveis "se matam".

Quando levantamos uma bandeira assim, estamos como Hadassa (Ester), dando uma oportunidade para que o povo se defenda. Precisamos motivar as pessoas para que lutem, se revoltem, contra um mal universal que serpenteia pela história devorando vidas. Uma hidra que em cada época manifesta uma cabeça diferente, sempre mais letal e mais sutil do que a que foi cortada.

O Senhor é o único que possui o antídoto a esse veneno. Esse antídoto é a vida de Yeshua sendo manifestada, evidenciando o amor pelos outros de forma altruísta e espontânea, onde cada atitude já é um agradecimento pela simples existência de quem está sendo tocado pelo amor.

Onde não há espaço para o egoísmo, não há espaço para o extermínio. Onde não há espaço para autopromoção, não será lugar para exclusão.
Onde existe amor, existe também o acolhimento. A pobreza sera vencida pela comunhão, e os pobres serão bem vindos não para serem vampirizados, mas para se tornarem colaboradores uns dos outros e não de uma cúpula superpoderosa de alguns.

Mesmo que em sua ignorância ou crença equivocada, esses alguns acreditem piamente estarem fazendo a "obra de deus".
Quando a forca (de enforcar) da Receita Federal os encontrar e ficar provado que era má a intenção dos seus corações, eles assim como Haman, morrerão na própria armadilha, e serão exterminados pois foi isso que desejaram e fizeram aos outros.

Oro para que haja arrependimento a tempo, para que possam experimentar como é bom viver para fazer ao outro o que desejamos para nós, da forma correta, como Mordecai, Hadassa, Assuero e Yeshua.

Purim Ha Sameach!

Juliano G. Leal - MRM/MARP

E se fosse uma bruxa?

Tenho acompanhado e inclusive me mobilizado com o caso do Pastor Yousef Nadarkhani. Por sinal postei aqui mesmo no BRP a divulgação de um dia mundial de oração por ele.
Mas após ver a notícia de que o governo do Irã cedeu à pressão da diplomacia brasileira, este vosso amigo, fã do contraponto, não pode deixar de avaliar a situação com outros olhos. E dentro do contexto histórico do ocidente, para que a pimenta caia nos nossos olhos e a reflexão funcione, ousei perguntar.

E se no lugar do pastor Nadarkhani quem estivesse sendo julgado e condenado à forca, ou à morte de qualquer outra forma fosse uma outra pessoa de uma outra crença qualquer? E se esta pessoa além de "desrespeitar" o Alcorão também "desrespeitasse" a Bíblia? A agenda evangélica do Congresso se manifestaria? O Itamarati faria alguma coisa sem pressão?
E se fosse uma bruxa?
E se fosse o tribunal Católico da Santa Inquisição?

Talvez eu é que seja martirizado por ter invertido a situação dessa maneira.

Mas...

Não é no mínimo sensato aproveitar o momento para essa reflexão?
Será que faríamos com os outros aquilo que desejamos para nós mesmos?

O princípio ensinado por Jesus em Mateus 7:12 se estende à quem?

Na opinião deste humilde provocador, se uma mulher muçulmana estivesse sendo condenada à forca por bruxaria, os gosparlamentares brazucas não moveriam uma agulha. Ou talvez uma, a da injeção letal, para posarem de misericordiosos...

Não me entendam mal. Não estou dizendo que a campanha pelo Nadarkhani não foi válida. Ela é necessária e muito legítima.

O que estou dizendo, sem ir muito fundo no mérito, é que se os direitos de um ser humano são preservados, como pessoas que têm Jesus como exemplo, devemos obrigatoriamente lutar pelo direito de todos.

Eu particularmente me esforçaria (como me esforço) para salvar as bruxas. Pois até hoje, pude constatar em todas as que conheci, a fé que Jesus reconheceu no Centurião Romano. Portanto, aquele que é a Origem deve se importar e amar essas pessoas de uma forma muito especial. E não é porque pela sua grande fé elas "podem vir a crer em Cristo" como pregam os evangélicos, mas porque o Eterno já semeou essa fé nesses corações. Esse dom que evidencia o Amor Maior.

Eu não desperdiçaria a sensibilidade e disciplina de um povo que só precisa aprender a Magia Profunda de C.S. Lewis, de forma pura e simples.

Espero que o Caso Nadarkhani nos traga maturidade, e que a insensibilidade da lei radical muçulmana do Irã, nos mostre o quão parecida com ela é a lei radical e descumcumbelhada gospel que temos nos depósitos humanos apelidados de templos e nos campos de concentração circenses chamados de igrejas.

Continuo orando, torcendo e empregando meus melhores esforços pelo pastor Yousef.
Mas também por todos os outros que são perseguidos por sua fé. Inclusive e não se limitando aos que sofrem nas mãos dos evangélicos.

Pois quero fazer com os outros o que gostariam que fizessem por mim:

Viver e lutar pela liberdade.

Juliano G. Leal - MRM/MARP


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