Ano Novo. Vamos ousar um pouco?

Qual visão faz seu momento ser especial?
Quando lemos na Palavra a instituição do Ano Novo Israelita, ele é estabelecido por um motivo extremamente forte: a libertação do povo. No texto de Êxodo 12, o Senhor fala a Moisés e Arão que este deveria ser o primeiro mês do ano pra eles e estabelece em seguida a principal festa Israelita, a Páscoa.
Não vou pormenorizar a Páscoa aqui, apenas ressaltar que o mês que se tornou o primeiro foi recheado de significado para o povo e se tornou um momento de grande alegria.
Não se tornou especial por ser um novo começo comum já estabelecido no calendário, se tornou um marco de um novo tempo e inaugurou um novo calendário por ser especial!

Herdamos em nossa cultura o costume de comemorar o Ano Novo dos europeus, em Janeiro. Também não vou pormenorizar as origens do costume, pois os blogs com espírito de Grinch já estão fazendo isso pra poder falar mal da festa, e se você realmente quiser saber, as enciclopédias estão às ordens. Hoje não é estudo bíblico, é reflexão, hehe.

Mas enfim, tem gente pregando que é errado comemorar o Ano Novo. E eu concordo. Em parte, mas concordo.

Se for pra comemorar deste mesmo jeito de sempre, com bebedeira, comilança, festa só pela festa, tá errado mesmo. Não é especial, é só alegre e festivo.

Há algo errado em ser alegre e festivo? Não. Mas não precisamos nos iludir, achando que isso vai fazer a festa se tornar especial, ou que ela é especial por si só, porque não é.

Agora, se realmente refletirmos sobre tudo que estamos deixando para trás enquanto fazemos questão de demarcar o encerramento de um siclo, se escolhemos aproveitar essa oportunidade para nos aproximarmos das pessoas que amamos, se escolhemos ter um tempo para amadurecer ideias e projetos e traçar metas para o novo período que se inicia, aí estamos recheando a festa de significado e tornando-a especial.

Ou seja, a festa só é especial por nossa causa. Nós faremos com que a festa seja especial ou não!

E se acima de tudo, decidirmos colocar o Senhor Jesus no centro desta festa, se o desejo por manifestar uns aos outros as atitudes do Messias for nosso foco principal, a festa não será apenas especial, ela também será sagrada! E do jeito correto.

Nessa visão, nessa postura, nesse propósito e nesse clima, eu desejo a todos os leitores do BRP uma excelente, especial e sagrada festa de Ano Novo e um abençoado e frutífero 2013.

Vamos ousar, e fazer a presença de Jesus ser notada através de nós nesse novo siclo que se inicia!

No amor do Messias,

Juliano G. Leal
MARP/MRM

Arroz-de-festa, Grinch ou Livre?

Reis Magos
Esse ano demorei mais pra escrever sobre o feriado do dia 25 pois era pro mundo acabar dia 21☺, e antes de mais nada, respondo que achei toda a história do calendário Maia muito boba pra merecer uma espaço na coluna Fim dos Tempos.

Dito isto, vamos ao que interessa. Esse ano, experimentei colocar uma frase diferente e que vai ofender muita gente, depois dos argumentos do povo do contra. A frase "e daí?"

Como sempre, chovem nas redes sociais os cartõezinhos de "não comemore o natal", "natal festa pagã", "proibido papai noel", bem como os politicamente corretos "boas festas", que com sua neutralidade podem servir a qualquer crença ou descrença. Mas esse ano vi umas manifestações diferentes. As mesmas pessoas publicando e "celebrando" tudo que vem pela frente.

E em cada caso perguntei-me: e daí?

Os Judeus comemoram o Hanukah. E daí?
Os Pagãos comemoram Yule (norte)/ Litha (sul). E daí?
Os Cristãos que obedecem o calendário festivo católico celebram o Natal. E daí?
Outras pessoas que não apoiam nenhum significado religioso, comemoram o Feriadão do Papai Noel. E daí?
Ainda existem muitas outras pessoas, que por muitos motivos não comemoram Absolutamente Nada. E daí?

Pois é. E daí? Faz tanta diferença assim o que o outro comemora ou deixa de comemorar? É tão importante assim que eu interfira nos costumes dos outros a ponto de os meus se tornarem fracos e desprovidos de significado, já que eu preciso desconstruir os outros para que o meu apareça?

Por outro lado, é tão fraca a crença de certas pessoas, que qualquer festa serve, desde que haja festa!

Neste ano, vejo que chegamos a um nível sem precedentes de idiotização das festas. Há alguns anos atrás as pessoas tinham uma febre de espiritualidade tão grande, que se promoviam verdadeiras inquisições nas igrejas muitas vezes apenas para descobrir que estavam procurando "pena em ovo". E a idiotização se caracteriza no fato de que hoje, mesmo depois de termos passado por essa experiência, continuamos procurando pena em ovo.

E aí estamos. Uns sendo grinches, outros sendo arroz-de-festa e outros tentando ser livres.

Livres na acepção do termo. Inclusive pra errar. Inclusive para sermos livres na liberdade para qual fomos gerados em Jesus.

Numa época que se fala em Jesus e em seu nascimento, demonstramos uma tendência a estarmos aprisionados numa ideia ultrapassada, que se importa mais com o que os outros pensam e fazem do que com o que eles são.

Seja o que for que você for comemorar ou já tenha comemorado esse ano, que seja mais importante aquilo que você pode fazer para melhorar o ambiente ao invés de piorar o ambiente.
Mas também, que você mantenha sua identidade e não se torne apenas um boneco que não pensa e apenas assume a identidade de algum grupo perdendo completamente sua originalidade e individualidade.

Que possamos aproveitar essa data para olhar para os lados com amor, respeito, consideração, humildade e humanidade.

Acredito de verdade que assim podemos encontrar um lindo sorriso no rosto das pessoas. E até do Criador.

Não tem graça celebrar nenhuma festa, se não temos amigos de verdade. Onde estão seus verdadeiros amigos? Temos? Vamos até eles? Eu vou!

Assim, como sempre, desejo a todos os nossos leitores os mais sinceros votos de felicidade nesse fim de ano, independente de festa, mas de coração, por ser esse meu desejo para qualquer pessoa. Em qualquer época. E que sejamos livres!

E que a benção e o amor do Senhor possa alcançar a todos vocês em nome de Jesus, o Messias!

Com amor,

Juliano G. Leal
MARP/MRM


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