Já conseguimos assoprar a vela

Muitas coisas me marcaram na vida dos meus filhos. Cada situação que eles viveram e ainda vivem me afeta e me causa algum tipo de reação. Algumas coisas emocionam, outras alegram, umas entristecem, impressionam, assustam, enraivecem. Enfim, é como dizem, sinal de vida.

Uma dessas situações aconteceu no aniversário de dois anos do Judá Alef (que faz 7 anos na próxima sexta, parabéns filhote!): ele conseguiu assoprar a vela pela primeira vez.

Embora as recomendações para não comer a figura que cobre a torta sejam constantemente ignoradas, a partir daquele momento eu as compreendi (hehehe). Mas essa não foi a única coisa que eu aprendi ali. No esforço de assoprar pela primeira vez, ele enviava o recado: Estou vivo, tenho folego, e já começo a controlar e entender o básico desse mecanismo chamado vida.
E é assim que nos sentimos neste segundo aniversário de Blog Realidade Profética: já conseguimos assoprar a vela.
Mas a ambiguidade dessa frase não me deixou em paz desde que a escolhi. Pois o outro sentido dela é igualmente verdadeiro para nós hoje.


Algumas crianças de dois anos não conseguem assoprar sozinhas ainda. Os pais ajudam. Se pensarmos na nossa vida como um barco à vela, também precisamos que ela seja assoprada pelo vento para nos movermos. No caso do barco não precisamos tanto saber assoprar, mas sim, colocar a vela na posição certa, na hora certa, para receber o vento. Seria mais um ato de sincronia do sopro.
Isso me lembra uma orquestra, cujos instrumentos devem ser tocados em harmonia e também um encontro de adoração onde, numa só voz, nosso sopro de vida alcança os ouvidos do nosso Criador.

Em todos os casos precisamos de uma dose de habilidade e também de interatividade. Essa tem sido a proposta do Realidade Profética nesses dois anos. Temos tentado nesse tempo desenvolver a habilidade de tocar em feridas e assuntos espinhosos mantendo o respeito e o bom senso num campo minado. E o êxito que obtivemos veio da interatividade com as pessoas que comentam no pé da postagem, por email, pessoalmente, que enviam as postagens para os amigos, que divulgam no Orkut, Facebook, Twitter, Buzz, e por último mas nunca menos importante, os que nos seguem. A todos vocês, mais uma vez, muito obrigado.

Nossa oração é que possamos continuar, com a ajuda do Senhor e de todos vocês, conseguindo assoprar muitas velas.

Com amor no Messias,

Equipe BRP 

Filhos do Rei ou filhos da p#%@

Eu estava trabalhando em Alvorada, cidade vizinha a Porto Alegre, e um dia voltando pra casa, o ônibus parou para embarque e desembarque numa parada que fica em frente a um templo de uma determinada igreja, que diga-se de passagem, é bem polêmica e contraditória nos seus modos. As pessoas se amontoavam tentando organizar uma fila para pegar alguma coisa que estava sendo distribuída na porta antes de entrarem no local. E um ser humano comum como qualquer um de nós, naquele dia, decidiu desabafar os pensamentos a respeito da situação. Com aspecto cansado, de quem trabalhou na estiva ou no concreto o dia todo, o homem deu uma cutucada em dois ou três amigos que estavam ao redor dele no ônibus, e num suspiro soltou:
"Esses crentes são tudo uns idiotas, otários, ignorantes, e aqueles pastores deles são tudo ladrão, cambada de filhos duma p#%@."

Apesar de não me identificar nem de longe com a denominação que motivou o comentário (e me perdoem a franqueza, com certo fundamento), meu interior se contraiu. Senti uma alfinetada quase física. Minha identificação foi com as pessoas que eu sei que em sua carência procuram soluções rápidas e se atiram nessas valas comuns espirituais, mas que estão lá de peito aberto, inocentes e sinceras. Como se fossem crianças caminhando para o abismo.

Deu vontade de levantar e confrontar o cara. Mas senti um peso maior ainda de ficar quieto e algo falou dentro de mim:
"Ele tem razão. I João 3. Apocalipse 17 e 18."

Meu estomago revirou. Vários outros textos bíblicos que mostram a triagem da eternidade me vieram à mente. E o que ficou mais claro é que sim, podemos e devemos fazer uma escolha. E se escolhemos seguir ao Senhor e servi-Lo como Rei dos Reis, também devemos servir de exemplo ao mundo ao nosso redor. E os textos bíblicos que eu fui me lembrando, deixam claro que a perseguição vem contra os Filhos do Rei, uma nação de príncipes (que serão reis com Ele) e sacerdotes. Mas isso que eu vi não era perseguição, era um desabafo de alguém que não serve o Senhor e que se sentiu afrontado pelo "estilo" de vida dos "cristãos", declarando abertamente que o estilo dele era mais moral e reto:

"Deus não pode nisso aí. Se eu fosse Ele não tava!"

Tive vontade de chorar. Ele tinha toda a razão. O próprio Yeshua disse que se nosso modo de viver e agir não superasse o dos fariseus, seríamos os mais infelizes dos homens. Pois eles dificultaram ao máximo a maneira de servir ao Senhor e ainda assim se esforçavam para cumprir e obedecer à risca as tradições que eles colaram com chiclete nos rolos da Torah. Mas o Messias sabia pra que lado a brisa batia e conhecia a tendência anarquista do inimigo, que não demoraria a fazer os seguidores do Mestre irem ao outro extremo de não obedecerem nada de coisa nenhuma.

Infelizmente, nos últimos milênios, o Inimigo tem logrado certo êxito contra o Corpo de Cristo, justamente por causa de terroristas anarquistas que não descem dos púlpitos com sua teologia desaforada que exige coisas do Senhor do universo como se pudessem por o dedo na cara Dele ou ainda, as invencionices estruturais que transformaram a igreja numa Matrix, onde uma massa entorpecida e mergulhada numa ilusão alimenta máquinas (caça-níqueis?) sem escrúpulos.

Esse comportamento não vem do alto, do Pai das Luzes. Essa postura pútrida, fétida, promíscua, imunda e demoníaca é o padrão da Babilônia de Apocalipse 17 e 18, a Grande Prostituta, mãe de todas as abominações da Terra.

Pois bem, nosso ilustre passageiro indignado, não só estava correto como também estava de acordo com a Palavra, no texto e no contexto.

Que isso nos sirva de alerta e seja motivador para mudarmos nossas atitudes já. Pois o Dia está chegando e já não resta espaço para meio-termos.

Se não nos posicionarmos como Filhos do Rei, só nos resta sermos filhos da puta.

Juliano G. Leal - MRM/MARP 

Eu vos declaro… o que o Eterno não declarou!

Publicado originalmente por Sha'ul Bentsion no Blog do Sha'ul.
Compartilhado por Juliano G. Leal no Realidade Profética com a permissão do autor.

Recentemente, uma pessoa conhecida estava desolada. Ela fora impedida de participar em um ministério em sua igreja, porque não era casada. Na realidade, essa moça, que chamarei pelo nome fictício de Joana, vive há alguns anos maritalmente com um homem. Vive com ele, mas não é casada, nem no civil, nem no religioso.

Um dos líderes de onde ela congrega chegou a dizer que viu em oração que havia uma “sujeira enorme” na vida dela, um “pecado” muito grande por causa da forma como ela estava vivendo. E como esse rapaz, que alegou revelação profética para dizer isso, tantas outras pessoas que crêem na Bíblia pensam assim: Sem um casamento religioso, a pessoa está vivendo em pecado.

O curioso, todavia, é que a idéia da exigência de um “casamento religioso” vem da tradição católica, que considera o casamento como um “sacramento”, que exige a presença de um ministro católico. É esse ministro que tem a “autoridade” para dizer: “Eu vos declaro marido e mulher.”



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