Pai, me limpa.

Essa frase me soou de um jeito diferente da última vez que eu ouvi. É normal ela partir de uma criança de 5 anos ou menos. Em um bebê nem há frase, só um choro de desconforto e incômodo.

Então o pai vai até o filho, entra em contato com uma sujeira que não é dele, deixa o filho limpo e cheiroso, e o filho fica feliz e volta transbordando alegria para seu ambiente.

Eu sei que, cedo ou tarde, vou ouvir a frase novamente, porque as "necessidades" do filho sempre vão existir. Mas ele vai me chamar só quando é necessário, ou se ele se sujar por acidente. Ele não vive sujo, justamente porque cuidamos dele, e ele também se cuida! Ele não gosta da sujeira, ele acha nojento, não gosta de ficar fedorento e melecado. Ele busca estar limpo e chama pelo pai e pela mãe quando precisa de ajuda.

Nós pedimos constantemente para o Pai vir nos limpar. Mas o nosso comportamento tem sido de repulsa em relação à nossa sujeira?

Quero olhar pro meu pecado do mesmo jeito que meu filho olha para o cocozinho e depois de limpo, puxa a descarga e diz: "Tchau, vai embora, não volta mais...".

Quero ficar bem cheiroso pro meu papai, exalando o bom perfume de Cristo.

Juliano Leal - MRM/MARP

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