"Mas existem amigos mais chegados que irmãos."

É a primeira vez que escrevo de fato para o blog. E essa postagem poderia ter pelo menos mais dois títulos: "Não vos conformeis com o SISTEMA desse mundo" ou " Todas as coisas cooperam juntamente para o bem...". Mas vamos ao que interessa.

Fomos na noite passada num Hipermercado. Sabem aqueles beeem grandes, grande mesmo? Algo que os americanos chamariam de big, de tão grande. Corredores intermináveis, mercadorias não muito bem expostas, atendentes esperando ansiosamente o final do turno. Um daqueles hipers com tudo informatizado que com um clique você consegue todas as informações sobre o seu cartão de fidelidade. Pelo menos é o que prometem quando te oferecem mil e uma vantagens para te "fidelizar".

Combinamos com um casal de amigos, que também estaria fazendo suas compras lá, de pegarmos uma carona até em casa. E seria uma noite agradável de compartilhar a benção de sermos corpo e cooperarmos mutuamente. Mas nem todos os contos terminam com finais felizes.

Quando chegou a hora de passarmos uma compra no setor de eletro, me informaram que eu estava sem limite liberado no cartão. Eu concordaria sem questionar nada se eu já não tivesse passado pelo inconveniente uma vez, e não tivessem me informado de que se eu olhasse no site e o limite estivesse lá, estaria tudo bem. Foi o que eu fiz. Mas não foi o suficiente. Fui me informar (furiosa é verdade - sabem quando a velha natureza simplesmente acha uma brecha para tentar dominar?) e minha vontade de verdade era de bater no atendente - que, é claro, não tem responsabilidade nenhuma. Tudo que ele pode fazer foi registrar uma reclamação, pois no sistema que eu consultei tinha uma coisa que na hora do "vamos ver" não se confirmou. E eu teria que simplesmente me "conformar" com o que dizia o sistema.

Era tudo de que eu precisava. O "sistema" que parece que só dá problema comigo, duas horas percorrendo corredores intermináveis, a ansiedade do final da gestação, o estresse de ainda estar acampada no apartamento depois de uma mudança de cidade, uma criança de cinco anos cansada e com sono, um marido que tem 'alergia' a qualquer tipo de cartão - desde os de conta corrente, passando pelos de fidelidade e os de crédito. Sem contar a semana de intensos ataques a nós e a nossa igreja. Precisa mais?

Bom, eu teria que voltar no outro dia e refazer todas as duas horas de caminhada pelos corredores intermináveis. Aí entraram nossos amigos que, gentilmente, amorosamente e numa demonstração do genuíno amor cristão, nos socorreram nesse momento no mínimo embaraçante. Qual o laço de sangue que eles tem conosco? A adoção em Cristo. Nisso vemos cumprido o que diz em Romanos: " todas as coisas cooperam JUNTAMENTE para o bem daqueles que amam ao Senhor". Se não houvesse o sistema- com o qual não temos que nos conformar, não haveria a manifestação do amor desses amigos que nos foram como irmãos quando precisamos.

E terminou aí? Na verdade não. Quando meu esposo foi retirar dinheiro para ajudar na gasolina, o terminal que deveria ser 24 horas, fechava às 22:00 horas. O detalhe é que o banco promete oferecer serviços por no mínimo umas 30 horas por dia... Bom, o sistema do banco funcionou, o problema foi o sistema do caixa. Ah! quando fomos sair estava chovendo, o carro estava estacionado num lugar distante do estacionamento. Ainda bem que nosso querido amigo teve a brilhante idéia de trazer o carro até a saida do mercado, debaixo da marquise para descarregarmos as infinitas sacolas. Uma idéia de português. E ai de quem falar mal.

Jaqueline Hannusch Leal.

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