Pode entrar, papai!

Eu não estou cabendo em mim! Hoje pela manhã, eu experimentei pela segunda vez uma das sensações mais maravilhosas que um homem pode provar. E foi diferente da primeira. Estou falando de ser Pai pela segunda vez. As duas vezes se equivalem mas tem suas peculiaridades. Na primeira vez, eu me sentia o próprio Mufasa quando o Rafiki ergue o Simba diante dos animais no Vale. Dessa vez era algo mais perto de um conto no estilo da Branca de Neve, ou Bela Adormecida - essa coisa bem de princesa.

Na verdade, o que me veio a mente foi o Diário da Princesa; que não fala de um bebê, mas mostra que se pode construir uma princesa. Não com os livros e etiquetas, mas com valores humanos bem mais altos. E também podemos criar uma expectativa muito grande na futura princesa.

Eu estava aguardando na sala do pré-parto quando a Enfermeira veio sorrindo e disse: "Pode entrar, papai!".

Houve um flashback do nascimento do meu primogênito quando esqueceram de me chamar devido a alguns contratempos. E agora, lá estava eu indo em direção ao final do corredor, onde a pessoa que mais amo, depois de Deus, estava dando à luz.

Todo empacotado numa roupa de hospital, eu vi minha filha surgir para o mundo completamente frágil e delicada. Viva. Em poucos segundos, se fazia ouvir e anunciava ao seu redor: "Estou respirando, existo, faço parte dessa família, faço parte dessa realidade. Cheguei!".

Eu já sabia da existência e da realidade da vida dela antes de ela nascer, mas quando a vi, a tomei nos braços e olhei em seus olhinhos, um novo momento teve início. Antes eu a via pela fé ou obscuramente pela ecografia. Mas agora podia vê-la face a face.

Chegou o momento de por a roupa dela. Isso eu já haia feito antes. Já sabia fazer, já conhecia os macetes, não precisava aprender de novo. O primogênito já tinha me ensinado, agora era só por em prática.

Quando Jesus veio a primeira vez ele teve que ensinar tudo, mas quando voltar é só a prática que vai ser levada em conta. Muda muita coisa, fica tudo muito mais rápido. A experiência traz maturidade; e esta, responsabilidade e confiança ; que se transformam em credibilidade.

Eu experimentei a primeira e a segunda vinda de um filho e agora creio estar pronto para diversas coisas que muitos sequer entendem. Meu desejo é que, quem ler, entenda!

Eu sabia que ambos iriam chegar. Eu vi os sinais! As contrações, o princípio das dores, a angústia, a dor do parto e o nascimento. Quando começa o processo, não tem como parar.

Nas duas oportunidades, eu ganhei carona para ir a maternidade. Meus amigos que fizeram esse favor, não foram pegos de surpresa, pois conheciam os sinais e criam na minha palavra. O interessante dessa vez é que, ao contrário da outra, tinham três de sobreaviso e não um. E obviamente só um foi acionado. Ao saber da notícia, os outros dois reagiram com espanto, com expressões de "já?", "como assim?", "porque não nos chamou?", produzindo o efeito que eu creio que acontecerá quando Jesus voltar.

Eles sabiam de tudo, são nossos amigos íntimos, andam conosco, e mesmo assim foram pegos de surpresa. O que foi chamado, só fez uma coisa diferente: falou conosco mais seguido. E tinha mais tempo livre? Não, apenas gerencia o próprio tempo, o que é uma grande vantagem em termos de vigilância.

Essa postagem especial, misto de abba com fim dos tempos, é para percebermos que quando a vida chama o resto é supérfluo. Jesus está chegando. O Príncipe da Paz, o Filho do Homem. O universo já está tendo contrações. Você verá a luz ou vai adormecer nas trevas, abortado para sempre. Eu não fui pego de surpresa. Sigo feliz com meu primogênito e com minha princesinha, glorificando a Deus por não precisarmos de colher de chá na sua vinda; mas estando prontos como a mãe que vai dar a luz e quando chega a hora diz: vamos!, e tudo se consuma.

Somos uma família feliz que proclama: "Marah Na Tha, Vem Y'shua Adonenu!" ou em outras palavras: pode entrar, Rei da Glória.

Juliano Leal - MRM/MARP

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