Um perigo antigo, uma roupa nova.

Quando lemos a parábola do Joio e do Trigo, normalmente interpretamos errado. Acostumamos com a expressão "o joio cresce junto com o trigo" e a usamos fora do contexto, como se o joio crescesse sempre junto com o trigo. Quando não é bem isso que Jesus disse.

Lendo atentamente, vemos que "o inimigo veio enquanto ninguém vigiava e semeou o joio no meio do trigo". Ou seja, o joio foi tão plantado quanto o trigo, mas não pelo mesmo semeador. Deus não planta joio! Foi o inimigo que plantou sorrateiramente, pelas costas, na calada da noite. Esse é o padrão do diabo, e consequentemente, dos que são dele: o joio infiltrado no meio do trigo.

Você já viu o joio? Pois vai ver agora:

Esse cara aí é o joio. Os profissionais da lavoura reconhecem ele sem dificuldade. Desde o agrônomo até o agricultor, tendo instrução ou não. Afinal, eles convivem com o joio e com o trigo, conhecendo as peculiaridades de cada um; e assim, conseguindo diferenciá-los.

Conosco deveria ser igual. Deveríamos ter a mesma habilidade de separar o joio do trigo através do conhecimento da verdade através da prática diária.

Mas o que acontece é exatamente o oposto! Julgamos segundo nossas presunções quem é trigo e quem é joio. Errando quase sempre.

Ah, mas eu não quero fazer isso! Então tenho que conhecer o trigo! Tenho que "sujar" as minhas mãos na farinha, me cansar carregando as sacas, me ferir durante a colheita, limpar a palha e aproveitar o grão. Até que eu tenha as marcas e o cheiro do trigo em mim.

Eis o trigo:

Esse você já viu e até "conhece". Você acha que conseguiria separar o trigo e o joio se os visse juntos numa lavoura?

Jesus deu esse exemplo porque sabia que seria bem difícil sem a prática. A maior arma do semeador de joio é a falta de habilidade dos ceifeiros!

Jesus também disse que os campos estavam brancos mas que os trabalhadores eram insuficientes. Veja aqui mais um erro. Muitos de nós consideram os não-cristãos como joio. Mas o Mestre deixou bem claro que o joio está no nosso meio e que os não-cristãos já são trigo, mas não foram colhidos. Se não houver colheita, pra que servirá todo esse trigo? Pra morrer com as oscilações do clima, pra ser destruido pelas pragas, pra ser roubado por pessoas sem escrúpulos e todo o tipo de mau proveito. Jamais será pão. Nunca servirá pra alimentar o faminto.

Aqui estão os dois juntos. Veja como você se sai:

Difícil? Eu não me atrevo a dizer nada.

Mas sabe que nos últimos dias apareceu algo ainda pior que não existia na época de Jesus? Pelo menos não existia na lavoura. E creio que entre as pessoas era menos comum.

Vou colocar mais uma imagem de trigo e quero que você me diga o que há de errado nele. Preste muita atenção, compare com as outras imagens e com o joio, e tente descobrir qual é o problema desse trigo:

Sabe o que você vai achar de estranho nele? Só de olhar, nada! Se você colher, debulhar, fazer farinha e tudo mais, não vai achar nada de errado. É só trigo!

Mas ele tem algo errado. É trigo transgênico! Genéticamente modificado. E pelos padrões de Deus, deixou de ser trigo. É o retrato da igreja apóstata. Como está escrito: "tem aparência de que vive, mas está morto". É contaminado pela mão do homem querendo ser Deus. É modificado e adaptado segundo os padrões do mundo. É conformado com esse século. É subjugado aos requintes e exigências da sociedade corrompida e idólatra, incrédula e perversa. Esse sim é bem mais difícil de separar, mas nem tanto. É justamente essa fácil adaptação e essa falta de sensibilidade ao clima que o rodeia que o faz diferente. O original, contudo, permanece inalterado.

E aí? Olhando pra toda essa "plantação": você é original, joio ou transgênico?

Eu creio que sou trigo original e genuíno. E tenho implorado ao Senhor da colheita que me limpe, me debulhe, me triture, me faça virar farinha e me use para o Seu deleite. Para o louvor da Sua glória.

E você?

Juliano Leal - MRM/MARP

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