Coisas que aprendi na igreja - Parte IX

Estava estreando no cinema Harry Potter e a Pedra Filosofal. As escolas começaram a programar sessões coletivas para levarem os alunos para assistirem ao filme. Os pais, sabendo superficialmente que o filme se tratava de um pré-adolescente que ia para uma escola de bruxaria, começaram a perguntar ao pastor da nossa igreja se deveriam ou não deixar os filhos acompanharem a turma ao cinema.

Sem conhecimento profundo do tema, o pastor conversou comigo (eu era líder dos jovens), e concluímos que a melhor forma de sabermos do que se tratava, de uma maneira bem rápida, era ir ao cinema e ver o filme, tirando assim nossas próprias conclusões. Pois ao deixar a reunião com o pastor, convidei o meu amigo guitarrista do ministério de adoração da igreja e fomos ver o début do Harry na telona.

Assistimos, saímos debatendo o filme e decidindo o que diríamos ao pastor a respeito da postura a ser tomada, enquanto íamos para a praça de alimentação do shopping. No meio do meu hambúrguer eu avistei ao longe uma irmã da igreja, cuja a fama da língua era maior que a fama da Madonna...

Fomos para casa. Ao chegar na minha, preparei um relatório por escrito para entregar ao pastor, assim ele poderia partir dali para se embasar até que fosse angariando suas próprias informações e formasse sua própria opinião.

Se passaram alguns dias e uma irmã veio me dizer no culto de jovens, que uma determinada irmã tinha procurado o pastor para dizer-lhe que eu e um outro rapaz do "louvor da igreja" tínhamos ido ao cinema para assistir um "filme demoníaco e pervertido sobre feitiçaria", e ainda acrescentou, "o que é que aquela criatura (eu!) vai ministrar para os jovens agora?" e mais, "o que eles vão despejar na igreja na hora do louvor?!?!"

A nossa informante prosseguiu dizendo que a amada irmã quase teve um "siricutico" quando o pastor lhe disse que tínhamos ido por solicitação e com anuência dele. Aí, o pastor é que tinha pirado na batatinha, na opinião dela.

Para a glória do Senhor a situação se esclareceu. Mas infelizmente eu aprendi que enquanto existem pessoas que vão ao shopping para se divertir ou se informar assistindo um filme, outros vão para assistir e comentar a vida alheia!

Os familiares juvenis da irmã foram ricamente beneficiados pelo resultado da nossa pesquisa de campo, e ela precisou de bem mais do que "uma sessão" para conseguir se livrar da "feitiçaria" que ela praticava com a língua. Língua esta muito mais perigosa do que uma varinha de sabugueiro...

A língua tem poder sobre a vida e sobre a morte; os que gostam de usá-la comerão do seu fruto. Provérbios 18:21 - NVI

Juliano G. Leal - MRM/MARP

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