Coisas que aprendi na igreja - Parte XII

A crítica aos líderes evangélicos tem sido bem veemente nesses últimos dias. E nesta série, eu algumas vezes já fui bem ácido com a liderança. Entretanto, como não gosto de chover no molhado e essa coluna vai ficar manjada se eu ficar só sentando o sarrafo nas atitudes da liderança, hoje eu vou falar de um caso de um membro isolado.

Sim, ele estava na igreja e estava ativo nos ministérios. Não ocupava exatamente uma posição de liderança, mas estava muito próximo dela. Poderia influenciar a liderança com relativa facilidade. E era exatamente isso que fazia. Uma ideia boa na hora certa, um sorriso no momento adequado e pronto. O palco para a manipulação estava armado. Alguns elogios, algumas críticas ao assunto que o líder reprovava, um pouco de "puxasaquismo" e a cortina estava erguida, o espetáculo ia começar.

Qualquer imaginação, devaneio ou plano maquiavélico era facilmente executado. As pessoas simplesmente não se davam conta de que ele as estava usando descaradamente. O ego de líderes e liderados fazia com que a pior das atitudes parecesse a mais pura virtude.

O balé demente e doentio ficava cada vez mais alucinado, enquanto todos se atiravam num precipício de conceitos e bravatas contadas com maestria musical, muitas vezes orquestrada no próprio inferno. Com certeza ele dava legalidade para o diabo agir. Se alguém o confrontava, dizia apenas que tinha aprendido dessa forma e que estava seguindo o exemplo de seus superiores.

Até que um dia teve seu encontro com o Senhor de fato. Ele acreditava que servia ao Senhor de todo o coração. Mesmo com toda a manipulação, se achava plenamente sincero em suas atitudes. Mas apesar de todo o pecado, buscava realmente a vontade de Deus e ter comunhão com ele, até que conseguiu a libertação.

Dali em diante, assim como Saulo de Tarso, começou a exortar, corrigir e expor as vergonhas e mazelas do cotidiano cristão buscando a plenitude do conhecimento de Cristo e a vida de integridade e santidade na palavra.

Com certeza absoluta posso afirmar que ele ainda não conseguiu chegar lá. Mas ao longo dos anos tem encontrado dezenas de cristãos com esse mesmo objetivo, e juntos, eles tem sido obstinados nessa busca, incansáveis nessa luta e se estimulam mutuamente ao amor e às boas obras.

Pela primeira vez nessa série vou revelar o nome da pessoa sobre quem eu falei.

Ele se chama:

Juliano G. Leal - MRM/MARP

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