Dando um bom exemplo, mesmo que custe a vida

Recebi por email do Pr. Steve Wholberg, e como gostei da história, traduzi e postei aqui.

Algo para você pensar 

1ª HISTÓRIA

Muitos anos atrás, Al Capone era virtualmente dono de Chicago. Capone não era famoso por nenhum ato heróico. Ele era notório por contaminar a cidade com tudo: contrabando, bebida, prostituição e assassinatos. 
Capone tinha um advogado apelidado "Easy Eddie". Ele era advogado por um bom motivo. Eddie era muito bom! Na realidade, sua habilidade, manobrando na esfera legal, manteve Al Capone fora da prisão por um longo tempo. 
Easy Eddie


Para mostrar seu apreço, Capone lhe pagava muito bem. Não só o dinheiro era grande, como também Eddie tinha vantagens especiais. Por exemplo, ele e sua família ocupavam uma mansão com muitos empregados e muito luxo. A propriedade era tão grande que ocupava um quarteirão inteiro em Chicago. 

Eddie vivia a vida da alta roda de Chicago, mostrando pouca preocupação com as atrocidades que ocorriam à sua volta.

Eddie tinha um ponto fraco, no entanto. Ele tinha um filho que amava afetuosamente. Eddie cuidava para que seu jovem filho tivesse roupas, carros e uma boa educação. Seu filho tinha tudo. Preço não era problema. 

E, apesar do seu envolvimento com o crime organizado, Eddie tentou ensinar ao filho o certo e o errado. Eddie queria que seu filho fosse um homem melhor do que ele. 

No entanto, com toda a sua riqueza e influência, havia duas coisas que ele não podia dar ao filho: ele não poderia passar um bom nome, nem bom exemplo. 

Um dia, Easy Eddie chegou a uma decisão difícil. Ele tentou corrigir as injustiças que tinha feito. Decidiu que iria às autoridades e contaria a verdade sobre Al "Scarface" Capone, limpando o seu nome manchado e oferecendo ao filho alguma centelha de integridade. Para fazer isso, ele teria que testemunhar contra a quadrilha, e sabia que o custo seria muito alto. 

Então, ele testemunhou.

Naquele ano, a vida de Easy Eddie terminou em um tiroteio numa rua isolada de Chicago. Mas aos olhos dele, ele tinha dado ao filho o maior presente que ele poderia oferecer, ao maior preço que poderia pagar. A polícia recolheu em seus bolsos um rosário, um crucifixo, uma medalha religiosa e um poema, recortado de uma revista.

O poema:

"O relógio da vida recebe corda apenas uma vez e nenhum homem tem o poder de dizer quando os ponteiros pararão, se mais cedo ou mais tarde. O Agora é o único momento que você possui. Viva, ame, trabalhe com toda a vontade. Não ponha a fé no tempo. Pois o relógio poderá parar antes do imaginado. " 


2ª HISTÓRIA

A II Guerra Mundial produziu muitos heróis. Um deles foi o Comandante Butch O'Hare. Ele era um piloto de caça do porta-aviões Lexington, no Pacífico sul.
Butch O'Hare

Um dia, seu esquadrão foi enviado em uma missão. Quando já estavam voando, ele olhou para o indicador de combustível e percebeu tinham esquecido de completá-lo. 

Ele não teria combustível suficiente para terminar sua missão e voltar para sua base.

O líder do vôo o instruiu a voltar ao transportador. Relutantemente, ele saiu da formação e iniciou a volta à frota.

Quando estava voltando ao navio viu algo que fez seu sangue gelar: um esquadrão de aviões japoneses voava na direção da frota americana. 

Os caças americanos já estavam distantes, a esquadra estava praticamente indefesa. Ele não podia alcançar seu esquadrão e trazê-los de volta à tempo para salvar a frota. Nem poderia avisar a frota da aproximação do perigo. Havia apenas uma coisa a fazer. Ele precisava de alguma maneira desviá-los da frota. 

Afastando todos os pensamentos de segurança pessoal, ele mergulhou sobre a formação de aviões japoneses. Metralhadoras calibre 50, acopladas às asas, brilharam ao serem posicionadas, atacando um surpreso avião inimigo e em seguida outro. Butch costurou por dentro e por fora da formação, agora rompida e incendiou tantos aviões quanto possível, até que sua munição finalmente acabou.
Butch enfrenta os Japoneses sozinho.

Ainda assim, ele continuou a agressão. Mergulhava na direção dos aviões, tentando rasgar uma asa ou cauda, na esperança de danificar tantos aviões inimigos quanto possível, tornando-os impróprios para voar.

Finalmente, o exasperado esquadrão japonês partiu em outra direção.

Profundamente aliviado, Butch O'Hare e seu avião esfarrapado mancaram de volta para o transportador.

Na chegada, ele informou seus superiores sobre o acontecido no trajeto de volta. O filme da máquina fotográfica montada no avião provou tudo. Mostrou a extensão da ousadia de Butch para proteger seus companheiros. Ele tinha, de fato, destruído cinco aeronaves inimigas. Isto ocorreu em 20 de fevereiro de 1942, e por aquela ação Butch se tornou o primeiro Ás da Marinha na Segunda Guerra Mundial, e o primeiro Aviador Naval a receber a Medalha de Honra do Congresso. 

No ano seguinte Butch morreu em combate aéreo com 29 anos de idade. Sua cidade natal não permitiria que a memória deste herói da II Guerra desaparecesse, e hoje, o Aeroporto O'Hare, em Chicago, tem esse nome em homenagem à coragem deste grande homem.

Então, se você for ao O'Hare International, tente visitar o Memorial Butch, onde ficam sua estátua e a Medalha de Honra. Ele está situado entre os Terminais 1 e 2.

E agora você deve estar se perguntando, o que estas duas histórias têm a ver uma com a outra?

"Butch O'Hare era filho de Easy Eddie ".

Ao ministrarmos nas nossas igrejas, escrevermos nos nossos blogs, ao compartilharmos a Palavra com um vizinho, ou simplesmente vivendo no dia a dia, que exemplo temos dado às pessoas e aos nossos filhos. Qual será nosso legado?

Abraço,

Juliano G. Leal - MRM/MARP 

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