Festival Promessas


Quem ligou desavisado a televisão hoje achando que ia dar de cara com a manjada programação de mau gosto dos domingos, teve uma grata surpresa. Um louvorzão à moda antiga em plena Globo. Sim, era assim meus amigos. Nos anos 80 e 90, fazíamos um evento em que bandas de várias igrejas se revezavam no altar e no fim, na grande maioria deles, todos se juntavam para um gran finale. O tempo era bem controlado, não tinham pregações, e se tinham não podiam ser longas (no máximo 15 minutos e com teor evangelístico) porque o objetivo do louvorzão era festejar os valores da nossa fé e adorar o Senhor com música. Muita música.

Apesar das críticas e pré-julgamentos de Grinches recalcados, acredito que o Festival seja uma coisa boa. Isso se os interessados em pregar o verdadeiro evangelho souberem aproveitar a oportunidade e a onda para o lado bom, pois infelizmente já sabemos que pro lado ruim sempre aproveitam...

Muita gente que está criticando não tem o mínimo bom gosto. Nem de ética entendem, não sabem o sabor do respeito e a noção de paz deles é distorcida, quase nula.
Percebo na maioria das críticas uma carga gigantesca de ciúme, inveja e arrogância. Em outras palavras, "se eu não posso fazer, vou criticar, avacalhar", ou ainda, "se não consigo construir, vou destruir, se não for eu, não será mais ninguém."

Francamente, vamos crescer!

Suponhamos que os "astros da música gospel" sejam os vendidões que os grinches apregoam. Se os vendidões aproveitam a liberdade que tem, não era de os grinches "donos da verdade" aproveitarem para "pregar a palavra" também? Mas não, eles pregam destruindo os outros. Já fiz severas críticas aqui. Mas uma coisa é você confrontar a "moral de cuecas", de pessoas que pregam uma coisa e fazem o exato oposto. Outra coisa é ser Grinch e só criticar por ser diferente e muitas vezes (quase sempre) sem motivo real exceto a opinião pessoal. Nem base bíblica sustentável tem. Apenas textos descontextualizados e individualmente interpretados sem a ressalva da impressão subjetiva. Isso é manipulação pura, cafajestagem literária!

Mas vamos voltar pro festival em si. Ver Pregador Luo em rede nacional é muito bom! Sabemos que mesmo na igreja o viés musical/cultural dele ainda é muito proscrito. Assim como o pop-rock do Fernandinho é apenas engolido/tolerado em muitas igrejas se restringindo ao público mais jovem. Mesmo sabendo que o público do Promessas seja a ala mais progressista da igreja, creio que algo muito bom ocorreu hoje:

O estereótipo que pinta a pessoa ligada ao Gospel como aquela criatura estranha que usa terno cáqui de 2ª ou uma saiona com um cabelão e não para de falar larabachuias, e usa Bíblia como desodorante, levou um belo golpe hoje. Em tempo, não tenho nada contra aqueles que gostam de ser assim, mas EU não quero ser visto desse jeito! Pelo simples motivo de já ter provas testemunhais substanciais e suficientes para afirmar que esse look dificulta o evangelismo e afasta as pessoas do Senhor. Mas isso dentro do público no qual meu ministério atua. Os outros são os outros e cada um sabe de si.

Ver o helicóptero da Globo obedecendo a Ana Paula também foi divertido. Mas ver pessoas não famosas, iguais a mim, proclamando João 3:16 à plenos pulmões foi maravilhoso.

Na boa, creio que nessa hora o Senhor sorriu!

Fazer um junta-tudo com um clássico do Asaph não teve "preço". Foi fantástico (#globofeelings, hehehe). Foi um reconhecimento subjetivo a um precursor, a um ministro que abriu caminho. Um verdadeiro apóstolo da adoração no Brasil. Quem sentiu isso também dá um glória, hehe.

Acredito que o balanço do Festival Promessas terá boas consequências. Mas reafirmo, que muitas delas dependem de nós e como vamos usar pra voar as asas da liberdade quando elas se abrem sobre nós.

Seremos sal, ou seremos insípidos?


Os meios que Ele usa ainda são mistérios para nós. Não perca a viagem. Descubra o que Ele está fazendo e faça com Ele. Mas com Ele, saca?

Um bom domingo a todos, e permaneçam firmes nas promessas, hehehe...

Juliano G. Leal - MRM/MARP


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