Halloween, um feriado "cristão". - Parte III - Final

Depois de estudarmos um pouquinho sobre as origens do sincretismo ocidental, chegamos aos dias atuais onde vamos poder reconhecer seus efeitos nas supostas igrejas cristãs, onde a comemoração do Halloween faz mais sentido do que eles gostariam que fizesse.

Leia a Parte I aqui. Leu a primeira e perdeu a segunda? Ela está aqui.

A forma mais explícita do sincretismo não aparece na doutrina ou no formalismo das instituições. Aparece no comportamento das pessoas. Comportamento que se reforça quando tem anuência das instituições, seja de forma ativa, induzida por dogmas e leis eclesiásticas, ritos, "milagres", "história" ou de forma passiva, quando a crença se espalha no meio do povo e a igreja não diz nada, não se posiciona, não se importa, por não haver real interesse em que as coisas não sejam dessa forma.

E provavelmente a demonstração mais contundente do comportamento sincretista sejam as relíquias.

Coisas realmente bizarras começaram a ser colecionadas pelos católicos na Idade das Trevas, e o mal costume contaminou (ou nunca abandonou) os protestantes que a priori queriam se purificar justamente disso.

Relíquia (Múmia Sagrada)

Com o desenvolvimento do Capitalismo moderno, a Revolução Industrial e o estabelecimento da economia de mercado como a conhecemos hoje, alguns costumes religiosos foram obviamente ganhando contornos comerciais. O Ocidente encontrou no nicho religioso um amplo ambiente a ser explorado economicamente.

Pode parecer redundante mencionar isso, uma vez que já era essa a ideia impregnada nas indulgências, mas existem umas diferenças cruciais e enormes. Aquele conceito se tornaria pífio, risível, comparado ao que temos hoje. Marketing, mídia publicitária de massa, hiperconectividade e globalização.

A venda de relíquias é mais velha que andar à pé. Entretanto, a venda sistemática, produzida em escala industrial, com marca própria e anúncios veiculados nos principais meios de comunicação é algo bem recente. E posto nesses moldes pelos evangélicos. O que causou uma piada histórica, uma vez que estes superaram os católicos nessa prática, que hoje inclusive, já copiam os hereges em sua bem sucedida carreira empresarial.

Rosa Milagrosa
Num mundo onde se tornou comum e se aceita como normal e correta a compra de badulaques que prometem milagres e curas, seria difícil perpetrar uma festa cheia de figuras e amuletos, lendas e artefatos pitorescos? Certamente que não, e aí estão a páscoa e o natal para nos provar isso. Duas festas comemoradas por católicos e protestantes com TODOS os elementos pagãos roubados através do sincretismo.

Festas estas que se tornaram tão populares e tão misturadas, que hoje os pagãos legítimos precisam explicar para seus praticantes quais elementos não são cristãos, pois os neófitos já estão completamente confusos entre o que é originalmente pagão e o que é invenção ou mistura "cristã". Não me surpreendi nem um pouco durante a minha pesquisa ao encontrar muitos sites de Paganismo, Neo-paganismo, Wicca e Druidismo pregando "resgate de raízes", e argumentando que é necessário expurgar as influências medievais "cristãs" para terem uma fé mais autêntica e original. Mais uma vez encontrei um ponto em comum entre as atitudes de caráter de pessoas pagãs e a minha: lutamos em lados opostos contra o mesmo inimigo, um certo espírito maligno que poluiu e misturou nossas crenças.

Certas práticas comuns nas festas "cristãs" são desaprovadas tanto por Pagãos, quanto por Cristãos. E numa crença como a Wicca que prega que tudo que eu fizer vai voltar triplicado, praticar comércio de fé com lucros abusivos não parece ser uma boa ideia. E para Cristãos que praticam Mateus 7:12, idem.

Contudo, é o que mais se observa. O primeiro aspecto a aparecer nas festas mencionadas é o comércio. Coelhos e ovos, árvores e guirlandas, muita comida, mas muita mesmo, e todo o tipo de presentes hoje são o centro dessas festas. Porque uma pessoa normal se sentiria mal em celebrar o Halloween, se ela não vê diferença nenhuma entre essa e as outras festas!?!?

E porque elas sentiriam medo ou teriam repulsa a uma festa onde se comem doces e se usam fantasias, quando se faz isso em São João? Se pulam carnaval? Se pintam coelhinhos na cara e se vestem de Papai Noel? Engula essa sua frase de "não é a mesma coisa". É a mesmíssima coisa.

Doces de festas religiosas
Fora o pior fato, que é onde eu realmente queria chegar, porque as pessoas vão sentir medo ou repulsa do Halloween, quando as igrejas tem múmias embalsamadas em caixões de vidro para serem adoradas nos seus altares? Porque precisam se prevenir do bizarro quando fazem fila para comprar pedaços de roupa de santos mortos ou toalhas com suor de santos vivos? Porque elas vão ter nojo do sangue dos filmes de terror e dos zumbis comedores de gente, ou dos vampiros, quando os padres pregam todos os domingos um ato de canibalismo, inclusive tendo um pedaço verdadeiro de hóstia transformado em carne como uma de suas principais relíquias?

Porque as pessoas vão ter medo dos loucos assassinos ou dos possessos se elas veem eles o tempo todo nos cultos?

Porque as pessoas vão ter vergonha de usar mascaras para pedir doces chantageando com travessuras quem não quiser dar, se elas se atrevem a fazer isso com o deus delas todos os dias na igreja, determinando o que esse deus tem obrigação de fazer em troca dos "sacrifícios" que eles oferecem?

Porque as pessoas terão vergonha de por abóboras e espantalhos em casa se eles já poem as árvores de natal, mas não só isso, estátuas, velas, placas, pratos, rosas ungidas, ampolas de água abençoada, sal espanta capeta, óleo de Israel, pedrinhas do rio Jordão e uma lista que não acaba mais.

É de uma hipocrisia monstruosa o comportamento das igrejas, principalmente as brasileiras, que fazem campanhas maciças de combate a heresias, mas são permissivas em coisas muito piores que as que combatem!

Chega um momento em que precisamos rever drasticamente o nosso comportamento, pois estamos diante de uma situação que nos exige um posicionamento sob pena de sermos tachados como a fé mais obtusa e hipócrita de todos os tempos. E já somos tachados! Muitos de nossos "líderes" são constantemente ridicularizados por ateus por defenderem essa hipocrisia que rendeu três postagens com unhas e dentes!

Já falei muitas vezes aqui no blog sobre esse tipo de comportamento incoerente, cada uma delas sob um viés diferente, na tentativa de provocar a inteligência das pessoas. Sempre tenho a esperança de que as pessoas leiam e reflitam; ponderem, pensem de outra maneira. Não do meu jeito, ácido e crítico, mas apenas pensem!

É triste perceber que a maior relíquia que temos hoje nas igrejas é a falsa ideia de que nada pode ser questionado, sob pena de irmos para o "inferno". Somos ameaçados constantemente pelo castigo "divino" se nos levantarmos como os reformadores denunciando as mazelas do "reino de deus".

Ainda hoje, somos queimados nas fogueiras como rebeldes e insatisfeitos por denunciarmos as barbaridades perpetradas por "pastores que a si mesmos se apascentam, ondas bravias espumando sua própria sujeira" como bem nos advertiu Judá.

Assim como acredito que jamais veremos o dia em que esses lideres e suas instituições virão a público para confessar seus pecados e mudar suas posições (exceto se for de joelhos diante do Cordeiro assentado no trono como juiz), também creio que se cada um de nós quiser mudar pouco a pouco dentro de nossas casas essa realidade, ainda teremos uma chance de, se não alcançarmos outros, pelo menos sermos autênticos naquilo que pregamos e dizemos crer.

Temos as festas corretas e bíblicas para serem comemoradas, que foram deixadas pelo Senhor como estatuto perpétuo. É inadmissível que alguém que diz que ama esse Senhor não consiga obedecer algo que Ele ordenou mas consiga inventar desculpas para fazer o que Ele abomina. E não falo só da prática sincretista, pois acredito que a discriminação e perseguição com as outras crenças é de longe muito pior.

Jesus não faria isso.

Aliás, Ele condenava os erros de dentro, e ensinava as coisas corretas para os de fora. Quando reprovou o comportamento dos ímpios, todos concordavam com Ele, inclusive os não judeus, pois compreendiam que era simplesmente um fato. Era a verdade.

Que o Senhor nos dê graça e sabedoria para que possamos discernir e escolher pelo que é certo e não mais só pelo que é fácil.

Ou que nos conformemos com o lixo de uma vez por todas e nos próximos anos recebamos o Halloween sem reclamar como mais um feriado cristão, desejando aos pagãos sucesso com a limpeza deles...

Juliano G. Leal
MARP/MRM

Halloween, um feriado "cristão". - Parte II

Semana passada comecei uma série de 3 mensagens sobre o Halloween. Clique aqui para ler a primeira parte.

A principal motivação da Inquisição não foram as bruxas. O movimento inquisitorial que mais tarde se tornaria o Tribunal do Santo Ofício, foi instituído para combater a seita dos Cátaros que surgiu dentro do catolicismo. Eles eram pacifistas e tinham forte influencia gnóstica na sua doutrina. Criam que o homem só se salva quando se desprende do corpo e que precisava receber um ritual chamado Consolamentum pouco antes de morrer para serem recebidos nas estrelas pelo criador do universo.

Essa ideia de voltar para as estrelas tem eco nas religiões antigas do Egito e da Mesopotâmia, mas apesar de ser pagã, não é bruxaria. E o Consolamentum não lembra uma certa unção dada no momento mais extremo da vida do católico? Tudo isso começou no século XI, e o argumento para combater os Cátaros era de que eles eram sincretistas, bem como grupos minoritários de pessoas que praticavam algumas superstições e sortilégios nos vilarejos remotos da Europa. Mas ainda assim estavam longe de ser bruxaria real.

Apesar de em suas bulas inquisitoriais o Ofício combater o sincretismo, com o surgimento da Reforma Protestante, o papel dele se redesenhou completamente. Uma vez que as teses de Lutero, condenavam entre outras coisas, a veneração de imagens como idolatria, e isso era um símbolo do sincretismo romano legítimo, junto com todo o paganismo e as famigeradas indulgências, o alvo do Ofício passam a ser os reformadores.

(As indulgências, se você lembrar, eram para construção da Basílica de São Pedro, que por acaso, tem uma bela praça com um obelisco egípcio no meio, exatamente no formato da Roda do Ano dos celtas, obedecendo rigorosamente todas as suas subdivisões. Não muito diferente de hoje, quando indulgências são cobradas das pessoas por certos membros do episcopado, para construção de mega-igrejas que obedecem fielmente a arquitetura de lojas maçônicas. Ambos, em ambas as épocas, copiando aquilo que condenam.)

Lutero
Antes de Lutero pregar suas 95 teses na porta da Catedral de Wittenberg (ironicamente no dia 31 de outubro de 1517), vários outros movimentos já tinham pipocado pela Europa protestando contra inúmeras incoerências da igreja de Roma. Mas foi com Lutero que a coisa esquentou de vez e tomou proporção de revolução. Para rechaçar as ideias luteranas que se espalhavam, nas palavras da igreja Católica "como a peste pela Europa", os papas que já haviam massacrado milhares de pessoas como "responsáveis por trazer a peste por praticarem heresias que atraíam a ira de deus", começaram a perseguir e matar protestantes.

Muitas coisas interessantes aconteceram no periodo que se seguiu. O Ofício precisava frear os protestantes e recentemente Espanha e Portugal tinham revitalizado a esperança política e comercial da Europa com as maravilhas que traziam do Novo Mundo. Enquanto isso, a igreja inglesa se separava de Roma para que seu monarca pudesse casar de novo, e começava a perseguir católicos e obrigá-los a assistir cultos protestantes.
No meio dessa bagunça, é convocado o Concílio de Trento, onde vários argumentos sincretistas como a veneração dos santos, o culto das relíquias e das imagens foram oficializados de fato. Foi nesse concílio que a tradição oral católica ganhou status de igualdade com a Bíblia. E aqui também Tribunal do Santo Ofício ganhou esse nome, e várias ordens e sub-ordens foram criadas para exercerem juízo sobre hereges e heresias, entre elas, a Companhia de Jesus.

Ignácio de Loyola
A Ordem dos Jesuítas existe até hoje. São notáveis pela sua influencia na área da educação, com um complexo sistema de escolas e universidades ligadas ao Vaticano ao redor do mundo. Essa ordem ficou famosa na Contrarreforma por ser cegamente fiel às ordens do papa. Seu fundador, Ignácio de Loyola, chegou a declarar que "Acredito que o branco que eu vejo é negro, se a hierarquia da igreja assim o tiver determinado".

Essa dedicação exemplar motivou as demais ordens católicas a capricharem nas suas posturas e atitudes. Quando as perseguições aconteciam, os padres e inquisidores davam a sentença e entregavam o réu para ser punido pelas autoridades civis. Com o sangue virtualmente fora de suas mãos, as piores penas eram as escolhidas. O objetivo principal da severidade, era assustar os demais para que abrissem mão de qualquer prática contrária à da igreja e assim sobrevivessem aos massacres.

Com seus melhores homens na educação, o quadro doutrinário resolvido e as pessoas que atrapalhavam sendo retiradas do caminho, o catolicismo se volta a "evangelização". Entretanto, como os protestantes também estavam fazendo a mesma coisa, os católicos se voltam para a América. E após anos de pregação nasce aqui no Brasil uma das versões mais misturadas do sincretismo.

Na América do Norte, a colonização foi diferente. Foram protestantes puritanos que chegaram às terras novas junto com outros ingleses que traziam na sua bagagem a velha crença dos celtas. Isso foi quase obrigatório, uma vez que ambas as crenças, bem como judeus e muçulmanos, estavam sendo perseguidas na Europa tanto por católicos quanto por protestantes. Lutero inclusive disse que os protestantes "radicais" e os judeus deveriam morrer, aplicando em seus dissidentes exatamente o que aprendeu com seus perseguidores.
(Essa declaração de Lutero sobre os judeus foi um dos argumentos de um certo Adolf para conseguir apoio da igreja da Alemanha para realizar seus intentos.)

Nos países dominados pelos portugueses e espanhóis predominantemente católicos, se desenhava um culto com todos os elementos da igreja de Roma mas carregado do misticismo dos escravos africanos e das crenças animistas dos povos nativos. Já onde a colonização foi francesa e inglesa, houve um comportamento predominantemente protestante, com a particularidade de que a doutrina humanista da valorização do indivíduo, que brotaria mais tarde com força entre os batistas, teria um forte apelo entre os pagãos britânicos.

Ao mesmo tempo que o catolicismo sustentava a monarquia na Europa e tentava mantê-la na América do Sul, os Pioneiros na América do Norte encontraram um sistema de confederação muito bem organizado e funcional dos nativos, um lugar que já respirava democracia e estava prestes a receber milhares de protestantes de vertente congregacional (de origem calvinista, que pregam a descentralização do clero) nos anos que se seguiriam.

Da mesma forma, os herdeiros da velha crença, já tinha uma noção de organização baseada em pequenos grupos com uma ideia sacerdotal forte, mas um hábito de culto e convivência muito mais horizontal do que o clero romano.

Com o passar dos anos, o intercâmbio inevitável de hábitos e costumes de diferentes crenças formou a América como conhecemos hoje. Mas essas foram as bases para todos os outros desdobramentos religiosos do nosso continente.

Nos anos mais recentes, o Druidismo, a Wicca e correntes Neo-Pagãs tem se revitalizado na nos Estados Unidos, ao passo que no Brasil e outros países latino-americanos, as pessoas tem perdido a vergonha de assumirem que pertencem aos cultos afro-brasileiros e às novas filosofias humanistas. Isso colaborou para o surgimento tanto lá, quanto aqui, de igrejas "cristãs" sincretistas.

Isso nos dá o pano de fundo para a terceira e última parte do estudo que será postado na próxima 4ª feira, dia 31, onde analisaremos as influencias da doutrina protestante no capitalismo, a febre religiosa por dinheiro, os aspectos comerciais de todas essas festas religiosas e como o dinheiro é a última ponte.

A relação entre os sacrifícios de fertilidade e a pregação da teologia da prosperidade são o elo que faltava no sincretismo religioso de hoje, que faz do Halloween, assim como outras festas não-bíblicas, um feriado predominantemente "cristão".

Juliano G. Leal
MARP/MRM

Coisas que aprendi na Igreja - Parte XVIII

Rumpelstiltskin
O Menestrel e a Jovem Dama.

Em um lugar muito familiar às pessoas que procuram cura para suas emoções, não tão distante dos outros onde as outras histórias dessa coluna aconteceram, um jovem casal descobre o amor. Um menestrel e uma jovem dama da corte, percebem que podem se unir e formar uma família. Ou assim pensavam eles.

Como todos os outros casaizinhos enamorados, só tinham olhos um para o outro, mas por um golpe muito sutil de suas emoções, tiveram seu conto de fadas roubado pelo duende mais cruel de todos os contos de fada.

Rumorcritiquin!

Esse duende era provavelmente um parente distante de Rumpelstiltskin, e suas técnicas muito mais apuradas e ardilosas. Enquanto Rumpel era sagaz, fazendo contratos que pareciam ser bons mas que eram cheios de armadilhas, Rumorcritiquin era pior, pois as pessoas nem mesmo percebiam estar fazendo um contrato com ele. E ele não exigia assinatura em papel! Para assinar com Rumorcritiquin bastava apenas repetir as palavras que ele dizia na hora em que estava fazendo seu feitiço. Ao fazer isso, quem pactuasse com ele, nem percebia que estava oferecendo o mesmo pacto à todos os que estivessem ao seu redor.

De repente, o reino todo estava sob seu domínio, e caso alguém começasse a perceber a sua influência, ele se disfarçava muito bem, mudando inclusive de nome, passando a se chamar Nadaseh, Nadavih ou Nahfueh, que era amado e cuidado por todos quando fazia suas visitas surpresa.

Mas o casal não sabia como lidar com ele, e assim como seu primo Rumpel, ele sacaneia os dois, fazendo com que todo o tipo de boato começasse a ser espalhado sobre eles. O jovem menestrel foi acusado de ser um ex-bobo da corte que estaria se aproveitando de seus talentos em mentir e fazer rir para agradar a família da jovem dama. Ela por sua vez, acusada de mentir sobre seu passado e ter sua nobreza posta em duvida pelo reino e pelos súditos.

Cada pessoa começa a criar sua própria versão da história, e a medida em que isso acontece, Rumorcritiquin fica mais forte ao ponto de ter poder para fazer o que sempre desejara: separar os dois.

Caprichando novamente com base no case de sucesso da família, Rumorcritiquin decide enviar os enamorados não para uma, mas para duas realidade paralelas diferentes do reino, onde ele governa nas duas. Na dimensão do menestrel, Rumorcritiquin adota o nome de Izholamenttho, um rei cruel que tortura e mata seus desafetos com músicas que lhes fazem lembrar seus fracassos e reafirmar que estão sozinhos.

Na dimensão da jovem dama, ele adota o nome de Dhazillusan, um rei mentiroso e debochado que torna as pessoas frias e sem gosto pela vida através de seu pessimismo sarcástico.

Algumas pessoas no reino, sentiram falta deles e começaram a trabalhar para descobrir o motivo de seus desaparecimentos. Entre os súditos, estava um velho mago, magrelo e mal humorado que já tinha sido vítima de Rumorcritiquin no passado e começou a reconhecer sua magia.

Durante toda sua vida ele estudara a Magia Profunda e queria ter uma oportunidade não para se vingar, mas para provar a Rumorcritiquin que ele não era imbatível, e que não se consegue ter êxito no mesmo reino duas vezes.

Foi quando o mago, quase por acidente, descobriu uma passagem entre as dimensões. Mas para usar essa passagem ele precisaria de um amuleto extremamente perigoso e difícil de usar chamado Rhe Dsóchal. Usando todo o seu conhecimento, ele conseguiu entrar na realidade da jovem dama, onde ele a encontrou boçal e enfeitiçada por um fazendeiro rico que criava renas. Uma piada de mal gosto de Rumorcritiquin, já que o menestrel era amigo dos cavalos.

Se disfarçando de menestrel, o mago conseguiu acordar a jovem dama de sua hipnose fazendo com que as sutis amarras de Rumorcritiquin se desmanchassem, fazendo com que os dois caíssem de volta à realidade original. Mas essa era só metade da história. O amuleto Rhe Dsóchal não funcionava na realidade depressiva do menestrel.

Para piorar a situação, o mago teria que entrar de fato na realidade do menestrel, fisicamente, sem a proteção do amuleto. Isso só seria possível se o mago encontrasse o local exato de um portal muito raro chamado Unsquan Tospila pra poder viajar através dele e chegar onde o menestrel estava.

Numa reviravolta inesperada, o mago descobre com ajuda da jovem dama que através de uma aliança fraterna, o mago poderia levar o amor dela para o menestrel e assim despertá-lo. Mas para funcionar, a aliança precisava ser feita num lugar onde houvesse um lago sobre uma montanha, ao por do sol.

Somente com sua fé e esperança, o mago e a jovem dama partem para as montanhas para descobrir o lugar. Depois de caminharem horas e o mago sentir o peso de sua idade dilacerando seus ossos, e a jovem dama quase desistir, ainda com sequelas da sua recente experiência, eles encontram um sinal escondido perdido entre a vegetação que apontava o caminho.

Estando lá, estavam prestes a fazer a aliança quando um batalhão de escravos de Rumorcritiquin tentou atacá-los. Mas o mago usou uma dose de uma poção muito preciosa e extremamente difícil de preparar chamada Khoszientia Lihppa, e fulminou todos de um só golpe.

Estavam quase perdendo o por do sol quando finalmente conseguiram fazer a aliança que os transformaria em irmãos. Assim que fizeram, um mapa para o local onde ficava o portal Unsquan Tospila, apareceu sobre o reflexo do lago.

Eles memorizaram o mapa como puderam. E partiram.

Algumas semanas depois, a dama estava em perigo novamente. Usando a aparência de Nahfueh, Rumorcritiquin estava fazendo-a acreditar que seu menestrel sempre esteve ao seu lado, mas não era o fazendeiro da outra dimensão, mas o filho do fazendeiro nessa dimensão.

Num último ato de lucidez, ela pede ajuda a seu irmão e o velho mago sai numa jornada suicida em direção a Unsquan Tospila. Ao se aproximar do lugar, uma terrível tempestade se abate sobre ele. No último lugar que o mapa mostrava antes de Unsquan, havia um enorme rio e do outro lado um grande porto na planíce onde estava o portal. Mas a tempestade afundou muitos barcos. E o mapa dizia que o portal só permaneceria aberto durante o tempo em que o sol o iluminasse de frente. Olhando para as direções o mago viu que o portal estaria aberto apenas seis horas durante a tarde. E com a tempestade ficaria mais difícil controlar o tempo. Ele estava sozinho.

Como que vindo do céu, um barco apareceu na margem do rio e ele pegou. A travessia foi lenta e muito molhada. Ao chegar no porto, percebeu que a luminosidade do dia se extinguia rapidamente. Mas Unsquan Tospila permanecia aberto, atraente e perigoso. Respirou fundo. Atravessou.

Do outro lado não chovia mais. Era silencioso e aconchegante, embora muito escuro. No fundo de uma caverna, estava o nobre bardo encolhido sobre panos velhos ouvindo um duende magro, amarelo pálido, cantarolando uma melodia melancólica sobre como era inevitável sofrer. Mas ao avistar o mago, o duende se transformou numa velha gorda, cheia de bolhas que pareciam olhos e uma pele roxa, que começou a dar gargalhadas ridículas apontando o mago, fazendo com que se sentisse ridículo e incapaz de cumprir seus objetivos.

Usando uma espada que chamava de Musar, dividiu o duende ao meio, despertando imediatamente o menestrel do transe. Antes que o menestrel pudesse sequer pensar, o mago o arrastou para fora do portal, desejando nunca mais voltar a Unsquan Tospila.

Sem entender direito a situação e sofrendo muito, o menestrel teve raiva do mago. Mas com o tempo e uma longa explicação, começou a se acalmar. A tempestade enfraquecera e dava lugar a uma noite que começava a ficar levemente fria.

Exausto, o mago chegou ao lugar onde a jovem dama se encontrava e ao se verem, os dois mal podiam acreditar que haviam se reencontrado. Se abraçaram e sorriram, mas as feridas de Rumorcritiquin ainda doíam e levaria um bom tempo até que eles pudessem ser "felizes para sempre".

O mago sumiu logo em seguida. Não foi embora, dizem por aí que ele construiu uma arma superpoderosa contra todos os duendes, monstros e outras coisas que insistem em machucar as pessoas nos lugares em que deveriam ser curadas. Diz a lenda que essa arma se chama Beher Epeh, mas isso já é outra história.

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Conto baseado numa história real. Com conceitos emprestados de Shrek, Nárnia, Senhor dos Aneis e Harry Potter.

Juliano G. Leal
MARP/MRM

Peço perdão

Os últimos dias tem sido tensos. Houve um levante de incitação ao ódio nas redes sociais e nas igrejas que me enchem de pavor. Receio. Indignação. Mas o pior de tudo, vergonha.

Por causa de algo tão banal como uma novela, muitos ditos cristãos tem se tornado verdadeiros terroristas. Com um discurso sectarista, supremo, auto-justificado, iniciaram uma Cruzada contra os espíritas e devotos das religiões afro-brasileiras.

São Jorge
Apesar de ser um discurso vazio e hipócrita, o que me chamou mais atenção foi justamente o tom de "guerra santa", tão criticado pelos crentes, principalmente os evangélicos pentecostais, como um comportamento predominantemente muçulmano.

Mesmo que rotular todos os muçulmanos como terroristas também seja um hábito evangélico reprovável e ridículo, vou aqui me deter no que ocorre desde o final de semana com o fim de Avenida Brasil e a estreia de Salve Jorge.


Começaram a circular nas redes sociais mensagens de boicote à novela. Até aí tudo bem. Novelas não são minha forma de entretenimento favorita, mas admito que já assisti uma ou outra. Assisti a versão original do Carrossel, Chispita, um bom pedaço de "A Vida da Gente" por puro bairrismo, e uma outra que tinha um macaco que pintava quadros (que eu nunca lembro o nome), uma que tinha uma menininha (cuja atriz sumiu da TV) que um velho chamava de "Laleska", entre outros fragmentos perdidos na minha memória de entretenimento.

Assisti várias minisséries, acho elas muito boas, principalmente as que são fiéis a fatos históricos. Algumas como "Decadência", deveriam ser reprisadas, são por demais atuais. Meu bairrismo gritante também me fará mencionar "Incidente em Antares" e "A Casa das Sete Mulheres", essa última, possuo em DVD.

Do mesmo jeito que eu sou muito cinéfilo e gosto muito de seriados (que no fundo não são tão diferentes das novelas), aceito bem o fato de as pessoas gostarem de novelas. Mas ainda assim, não entendo onde elas (ou qualquer outro assunto) sejam motivo para pessoas que se declaram cristãs, saírem pregando ódio e preconceito.

Não estou exagerando. Se as mensagens trouxessem um conteúdo de manifestação individual, escrito de forma subjetiva, seria apenas um posicionamento, completamente legal, amparado por todos os instrumentos disponíveis da legislação. Contudo, o que está se vendo, é uma enxurrada de manifestações que ferem frontalmente princípios Cristãos e que são inclusive crimes.

Num dos cartazes que circula no Facebook, após uma "explicação acadêmica" sobre tudo que está "oculto" na arte usada na abertura e título da novela, que revela que a imagem possui "símbolos de adoração a entidades espíritas (representando) a união dos orixás com o ser humano", o autor faz questão de ameaçar as pessoas dizendo que "se sua vida começar a ser amaldiçoada por causa desse lixo, não reclama que deus não te avisou".

Essa abordagem ofende as outras crenças. Eu me pergunto se os evangélicos ficariam felizes de serem chamados de lixo por quem não crê no que eles creem. Também já tenho a resposta, pois por chamar abertamente de hipócritas os crentes que assistiram Avenida Brasil e agora querem boicotar Salve Jorge, cheguei perto de um linchamento virtual.

A mensagem reproduzida acima também quebra um por um os parágrafos do artigo 5º da constituição, tão amplamente berrados pelo Silas Malafaia para garantir os direitos dos evangélicos, e tripudiados pelos mesmos evangélicos quando isso se aplica aos espíritas.

Reza o parágrafo II que "ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;" Ao que parece, o autor do quadrinho esqueceu disso, ameaçando com maldições quem não boicotar a novela. E o artigo VI que trata da liberdade religiosa, que você já deve ter decorado ao som da voz do Malafaia, não impediu o autor do quadrinho de chamar a novela e a doutrina nela exposta de "lixo".
Na verdade creio que isso foi um mero abuso dos artigos IV e IX que falam respectivamente de liberdade de pensamento e expressão. Hábito comum entre fanáticos religiosos...

Na mesma onda, surgiram imagens de Ogum e São Jorge com sinal de proibido em cima com a palavra boicote "pichada", dando o recado dos imaturos pichadores de mural social. Fora as manifestações cheias de razão, personalizadas ao redor dessas plaquetas com os motes: "O Face é meu, posto o que eu quiser" e equivalentes.

Considerando que o Facebook, Twitter e as outras redes fossem um lugar real, se postássemos um cartaz chamando a propriedade intelectual de outrem e o grupo que isso representa de "lixo", não seria uma coisa bem recebida e certamente não sairia barato pro ofensor...

Por isso, me baseando nos ensinos e exemplos de Jesus, me sinto compelido a me colocar no lugar do outro e imaginar como seria ruim ser tratado dessa forma. E pedir perdão.

Reafirmo aqui que eu não creio, não compactuo, não estimulo e reprovo a doutrina espírita e afro-brasileira. Mas isso é uma posição pessoal e ministerial, que não me dá o direito de ofender ou desrespeitar aqueles que creem. Mas peço perdão para todos os espíritas pelos más ações, mau exemplo e mau testemunho dos meus irmãos em Cristo. Espero que vocês possam olhar pra eles como Jesus olhou para os que o crucificavam dizendo: "Pai perdoa-os, pois eles não sabem o que fazem."

Jesus nos ordenou amar os nossos inimigos e orarmos pelos que nos perseguissem. Peço perdão novamente, pois as doutrinas das igrejas rotulam as pessoas e transformam simples pecadores (que todos somos, segundo a Bíblia) em hereges, inimigos da fé, inimigos da doutrina e inimigos uns dos outros.

Peço perdão, pois não toleramos a fé dos outros mas toleramos dentro de nossas igrejas, doutrinas racistas, antissemitas, nazistas e intolerantes nos mais diversos aspectos. E nada disso é Cristão, muito menos bíblico.

Peço perdão por ser tão pequeno, e não ter uma voz mais forte para poder levar o evangelho puro e simples de Jesus aos meus amigos de outras crenças, para que exercendo sua plena liberdade, pensem e escolham por si mesmos, se somos ou não dignos de sua amizade, e assim poderem ouvir o que tenho a dizer sobre a Palavra.

E peço também ajuda e compreensão, para que vocês saibam que existe uma pequena parcela de Cristãos que não se sente feliz em tripudiar sobre a fé alheia, e que deseja sinceramente respeitar para ser respeitada na mesma medida. Eu mesmo já fui bastante intolerante, mas Jesus tem me transformado.

Me comprometo a continuar lutando por uma postura mais educada da parte dos Cristãos, e menos fanática, assim como Jesus, sendo enérgico com os de dentro e misericordioso com os de fora.

Por último, oro para que o Senhor toque nos corações dos que realmente estão abertos à Ele, e mostre que não há outra forma de se pregar o Evangelho que não seja através do amor e das boas obras.

No Amor do Messias,

Juliano G. Leal
MARP/MRM

Arte do MARP postada nas redes sociais sobre o assunto. Use à vontade.

Halloween, um feriado "cristão". - Parte I

Jack Skellington
Sim pessoal, o Halloween está chegando! Prontos pra comemorar? Já aprontaram suas máscaras?
Numa série de três mensagens, vamos descobrir a relação dessa festa com o lugar onde você mais encontra máscaras e abobrinhas!
Sem contar a quantidade de monstruosidades que só existem em um lugar: as igrejas!

Não se irrite ainda, temos uma emocionante jornada aos meandros de uma festa que tem tomado proporções cada vez maiores no Brasil e no mundo. E a cada ano mais e mais instituições que antes recriminavam a festa, estão aderindo sem titubear a uma comemoração que movimenta o comércio, o entretenimento e a rotina de todos nós.

Origem:

Você sabe a origem do Halloween? A festa tem origem na comemoração do ano novo Celta , também conhecido como Samhain. Os elementos principais da celebração eram:

  • A colheita final do ano, o fim do verão.
  • O ano novo.
  • A abertura do véu que separava o mundo dos vivos do mundo dos mortos.
Muitos grupos wiccanos e druidas modernos ainda celebram o Samhain, contudo, devido à influência do formato norte-americano do Halloween, as celebrações desses grupos tem sido destorcidas e desrespeitadas em locais como o Brasil, onde a marca registrada é o sincretismo, que não poupa nenhuma tradição religiosa.

Do mesmo modo que o desventurado Jack Skellington do filme "O Estranho Mundo de Jack" se enche de boas intenções e decide dar férias ao Papai Noel e acaba transformando o Natal em Halloween, muito antes dele, os papas católicos tinham o hábito bem intencionado de transformar todos os festivais dos povos anexados por seus "vassalos de coroa", catolicizando cuidadosamente cada um deles.

Lanterna de Jack (Jack'O-Lantern)
Foi o que aconteceu com Samhain. Em muitos lugares os católicos praticam jejuns na véspera de Todos os Santos, tal como fazem até hoje os verdadeiros praticantes do Samhain no dia 31 de outubro.
Da mesma forma, as fogueiras e lanternas de frutas e legumes esculpidas do Samhain, feitas para afugentar possíveis maus espíritos e sinalizar aos espíritos pacíficos que eram bem vindos ao lugar onde eram postas, foram substituídas por velas em altares católicos. E as orações e presentes oferecidos diretamente aos mortos como oferendas de honra, passaram a servir de penitência para que mortos em dívida com a Santa Sé pudessem sair do purgatório.

A própria crença católica no purgatório se confunde com a crença pagã da abertura do véu do mundo dos espíritos.

Outro costume do Samhain eram os "bolos para os mortos", confeccionados em tamanho pequeno, para que se pudesse comer um para cado morto honrado. Esse costume permanece até hoje camuflado em cortesia em todos os funerais norte-americanos. Ganhou especial importância na Europa ibérica conhecido como "pão-por-Deus", cujo era pedido pelas crianças de porta em porta, como acontecia em Samhain e até hoje se vê acontecendo quando crianças pedem "gostosuras ou travessuras" no Halloween.

A oficialização do sincretismo ocorreu no século VII, por volta do ano 610, quando o Papa Bonifácio IV dedicou o Panteão Romano, a casa de todos os deuses à Maria e todos os santos.
Os territórios germânicos e britânicos pagãos anexados a Roma, não receberam bem a notícia do  sincretismo. Não eram devotos do paganismo romano clássico com seu panteão compartilhado com os gregos, e queriam continuar celebrando normalmente suas festas.

O papa Gregório III, percebendo a "dificuldade", oficializa o feriado de Todos os Santos e Finados em 1 e 2 de Novembro, em cima do Samhain, para a festa católica dos mortos se tornar palatável aos povos do centro-norte europeu.

Entretanto, segundo a Roda do Ano, o calendário Celta, as festas devem obedecer o ciclo sazonal, dessa forma acontecendo de forma adequada a cada hemisfério. Ou seja, a festa do norte celebrada no final do verão lá, é Samhain. Mas o verão do hemisfério sul não termina na mesma época, e sim o inverno, fazendo que a festa do sul seja Beltane, a festa das flores, celebrando o início da primavera. Assim, celebrar Samhain em 31 de outubro no hemisfério sul estaria incorreto.

Roda do Ano

Era costume dos celtas subirem montanhas e acenderem grandes fogueiras pedindo boa sorte aos espíritos de entes mortos. Também eram feitos pedidos secretos e consagrados nesses rituais.
Prática semelhante acontece em diversos cultos evangélicos que fazem vigílias aproveitando o  feriado de Finados onde se mantém o culto sobre as montanhas, as fogueiras e os pedidos.

Durante a catolicização da Europa, durante a inquisição, milhares de famílias pagãs se reuniam pacificamente em suas festas para celebrar suas crenças. Exércitos católicos preocupados principalmente com as grandes e produtivas propriedades rurais que estavam sob o poder da "velha crença", iniciaram um dos maiores sacrifícios de sangue da história. A Inquisição.

Durante a Caça às Bruxas, milhares de documentos, grimórios e livros de sombras foram apreendidos pela igreja católica. Os que os inquisidores julgavam banais, foram queimados em praça pública junto com algumas de suas donas, para que as multidões tivessem diversão. Os livros considerados valiosos, eram guardados e estudados pela igreja, para facilitar os futuros passos a serem dados no sincretismo.

Na próxima postagem, falaremos de Reforma Protestante, a chegada do sincretismo na América, e o esvaziamento religioso do Halloween.

Próxima 6ª no Realidade Profética!

Juliano G. Leal
MARP/MRM

Pais bocós, filhos em perigo.

Esse documentário mostra como a mídia publicitária está esculachando com a educação, destruindo a saúde e arrebentando os relacionamentos entre pais e filhos.

Não é um documentário de cunho religioso. É acadêmico.

Separe 50 minutos do seu tempo e assista o documentário (de preferência em família).



Se depois de ver isso sua opinião não se sensibilizar apenas um pouquinho, meu título acertou você em cheio! Mas espero que, por amor aos seus filhos, você seja bem diferente ou queira ser diferente desse título.

Que o Senhor nos dê Sua graça para discernir o que fazemos com nossos filhos dentro desse panorama triste da atualidade.


Juliano G. Leal
MARP/MRM


*Todos os créditos estão no video. Não temos nenhuma intenção de violar direitos de terceiros. Estamos apenas divulgando pois concordamos e compartilhamos da opinião exposta. Todos os direitos são reservados aos respectivos proprietários.

Cuca

Por Saulo de Souza Pinto

Tem-se dito que a depressão é o mal do século, mas, penso que isso é uma sirene que soa mundo afora avisando sobre um grande mal chamado mau exercício de paternidade.

Temos pais ausentes, pais que substituem presença por presentes, pais que abandonam, que forçam mães a terminarem de criar seus filhos sozinhas ou na companhia de padrastos, pais que se omitem, pais que agridem, pais que terceirizam a paternidade; mães que trocam o sagrado ministério de ser mãe por uma carreira ilusória, e daí por diante.

A ausência de Deus (ou a pouca presença) é que nos leva a isso. Se papai foi pra roça e mamãe foi trabalhar; só me resta esperar a horripilante cuca vir me pegar, e sabe-se lá para onde essa estranha criatura me levará. Durma-se com um silêncio desses!
Hoje somos modernos, a cuca já não vem mais pegar na hora de dormir, nós levamos nossas crianças para a cuca creche ou a deixamos em casa com a cuca babá ou alguma outra cuca; isso é um verdadeiro quebra-cucas!

Nossas crianças estão literalmente sem pai nem mãe. Terceirizar a paternidade é terceirizar o item principal; além de não ser uma atitude inteligente, em se tratando de gente, é pecado. Se nossas crianças não têm a autoridade, a direção, a proteção e o ensino do pai e o conforto, a nutrição e a sensibilidade da mãe, que lhe resta? Perecer nas mãos da cuca. Quem perece, perece por falta do conhecimento de Deus e esse conhecimento deveria estar com aqueles que vieram antes; neste caso, os pais.

Eis o porquê da depressão, dos vícios, da escalada da delinquência e da hediondez dos crimes; é um clamor das almas que a gente está tentando resolver com ações sociais, creches, cadeia e outros paliativos. Isso só se resolve com um remédio chamado evangelho que trará um efeito colateral benéfico chamado conversão dos pais aos filhos e dos filhos aos pais (Ml 4.6).

_____________________________________

Saulo de Souza Pinto é um amigo de longa data, atualmente servindo ao Senhor na JOCUM - Pitangui, MG.

Juliano G. Leal
MARP/MRM

Meus inimigos estão no poder

O Pregador Luo compartilhou essa música no Twitter (@PREGADORLUO), e eu resolvi postar aqui pra que você possa ouvir e refletir na letra enquanto escuta, repensando o que você vai fazer na urna no dia da eleição.
Dá o play e acompanha a letra enquanto escuta.



Meus Inimigos Estão No Poder
Apocalipse 16

[Charles MC]

Ahn, aham... ha ha
Em suas cabeças eles imaginam ser autoridades
Mas são insanos no poder cometendo atrocidades
Promovendo o genocídio e a corrupção
Celebrando a desgraça com o apoio da televisão
O final do país que vocês governam será idêntico
ao daquele filme A Revolução Dos Bichos
Assistiram? Não?
Então assistam Roedores, Comedores de lixo, ham comedores de lixo, lixo, ham ha ha ha!!!
Ha ha ha ha eu rio da sua cara
ha ha ha ha eu tenho nojo da sua cara

Você é o pior pesadelo brasileiro
Desde o último ao primeiro, invertendo a ordem
Trocaram a frase da bandeira para regresso e desordem
Traidores, patrocinadores do circo de horrores
Vendidos, manipuladores, homens caluniadores
Carrascos do seu próprio povo,
Vocês me dão nojo, vocês me dão ânsia
São ladrões que furtam desde a infância
Cínicos, demônios, filhos de satanás
Vocês trocam cristo por Barrabás
São como Judas, criatura ingrata
Que vendeu Jesus por trinta moedas de prata
O poder está nas mãos erradas
Mão de ladrão tem que ser cortada
Aí você ia ver como ia ter
Uma pá de porco do poder maneta
Tudo que falo aqui pode publicar na Veja
O sangue dos justos será vingado
No dia do juizo nenhum de vocês será poupado
Seus dias estão contados
Assim como Judas, todos vocês serão enforcados
A revolta do povo está pra acontecer
Acredite será o ódio de um país contra você

[REFRÃO]
Meus inimigos estão no poder [no poder, no poder]
Meus inimigos estão no poder
Querem meu sangue mas não vão ter (2X)

[Pregador Luo]

Não existe glória em nossa história
Não tem vez o povo, pois é visto como escória
Aqui não tem distribuição de renda
O povo passa fome
Mas o prefeito diz não sei aonde
Tem fazenda a custo do desvio de renda
Vamos me prenda porque pronuncio a verdade
Tortura é o que eu espero da polícia covarde
Saiba que não me amedronta o cão que late
Dane-se o Maluf, dane-se o Pitta
Dane-se o Idelbrando Pascoal
Mesmo que queimem no fogo do inferno
Não pagariam pelo seu mal
Justiça não existe no seu vocabulário
E a prova disso é o sistema penitenciário
A prova é a favela, a prova é o movimento sem-terra
A prova é a sua grana suja, é a sua casa, sua família
A faculdade cara da sua filha, suas férias no exterior
Vocês são como a praga do Egito, o gafanhoto devorador
Que Deus nos ajude a viver
Num país sem plano de assistência a saúde
Para cada criança que morre por descuido desses ignorantes
Mil chicotadas deveriam ser dadas em cada um dos governantes
Sumam daqui com seus palanques, microfones, alto-falantes
Chega de mentir pros meus semelhantes
Volto a dizer mão de ladrão deve ser cortada
Porcos pra mim, vocês não valem nada
Ha ha ha ha eu rio da sua cara
ha ha ha ha eu tenho nojo da sua cara
Ha ha ha ha eu rio da sua cara
ha ha ha ha eu tenho nojo da sua cara

[REFRÃO]
Meus inimigos estão no poder [no poder, no poder]
Meus inimigos estão no poder
querem meu sangue mas não vão ter (2X)

[Eduardo - Facção Central]

Meu inimigo tá a mil de BMW
Com mansão confortável, prostituta do lado
Horário reservado na TV, no rádio
Pra reverter meu voto em caixão lacrado
Quem come lixo é presa fácil, é 1, 2
Vai pra urna por um kilo de arroz
Pega fila no sol com título de eleitor
Pra por ladrão na limusine com batedor
O país privatizado do plano real
Só me dá enduto de Natal, uma condicional
Tá com fome, vota em mim que tem comida
Problema é água, eu trago carro pipa
Fura-fila, o país do Cingapura
Destruo o seu barraco, te dou uma cobertura
Promessa de campanha do demônio engravatado
Que tem a avenida de orçamento super-faturado
Tem o povo com frio, com fome, morô
Sonhando com um trampo no Palácio do trabalhador
Um boteco com carne humana até no teto
O tiro no inocente na grávida que aborta o feto
O aposentado de cabelo branco
Saindo na mão com vira-lata pelo osso de frango
Eu não preciso de internet, biblioteca
Pra entender a política moderna
Pra mim é tiro de 12, ódio, dor
Pra quem roubou meu voto é conta no exterior
Filho na disneylândia com Mickey, com Pluto
Torrando a propina do camelô no primeiro mundo
Salário mínimo aprovado no senado
É apologia ao empresário torturado, esquartejado
A câmara dos deputados cheira a carnificina
Tem a feição de Hitler nazista
Verbo terrorista, Facção até morrer
Usando a mente como um tiro de PT
Só a justiça de Jesus pode absolver
Os inimigos que estão no poder

[REFRÃO]
Meus inimigos estão no poder [no poder, no poder]
Meus inimigos estão no poder
Querem meu sangue mas não vão ter (2X)

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Juliano G. Leal
MARP/MRM


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